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A LUTA CONTRA O IMPERIALISMO DEVE ESTAR NO CENTRO DA TÁTICA DA CLASSE TRABALHADORA

O imperialismo estadunidense, sob o governo Trump, tem buscado contornar sua crise de hegemonia por um aumento de sua costumeira agressividade. Desde seu primeiro mandato, mas agora com mais veemência neste segundo mandato, o governo Trump se caracteriza por uma afirmação exclusiva dos interesses dos Estados Unidos, até mesmo sobre seus aliados europeus.

Os principais eventos a marcar essa linha política são suas reiteradas ameaças de tomar a Groenlândia da Dinamarca a força; a retomada sem disfarces da Doutrina Monroe em relação a América Latina, já exibida em sua agressão à Venezuela e o bloqueio petrolífero a Cuba; e, agora, a iminência de desencadear uma guerra contra o Irã.

Esse imperialismo sem “floreios”, de caráter fascista, é aplicado também no interior dos Estados Unidos. Trump transformou o ICE, sigla em inglês do Serviço de Imigração e Alfândega, em instrumento de implacável perseguição aos imigrantes. A violência desencadeada pelo ICE atinge também cidadãos estadunidenses contrários às políticas de Trump. Já são dois os mortos causados por ações violentas do ICE.

A política de Trump é uma reação ao esgotamento do projeto imperialista encabeçado pelos Estados Unidos. A causa está no aparecimento de um novo polo econômico, político, cultural e ideológico organizado em torno da China, em aliança estratégica com a Rússia.

Por não se apoiarem em relações coloniais e dependentes abertas, tal como o campo imperialista estadunidense, esse novo eixo tem se constituído num polo de atração de povos e governos em todo o mundo em luta por abrirem caminhos ao desenvolvimento econômico e social. Nem todos esses países possuem projetos abertamente socialistas. Mas buscam romper as amarras da dependência e do neocolonialismo.

Não se pode resumir os conflitos mundiais em curso como uma mera disputa interimperialista. E que por tal razão pouco importaria à classe trabalhadora se posicionar nesse contexto. O governo dos Estados Unidos é o eixo mundial de articulação de Estados, governos e movimentos políticos reacionários e abertamente fascistas.

Marco Rubio, Secretário de Estado

do governo Trump, anunciou na Conferência de Segurança de Munique, as intenções mais profundas do imperialismo estadunidense: recolonizar a Ásia, África e América Latina.

Mesmo ciente das contradições existentes em seu interior, o centro da tática das massas trabalhadoras deve ser o de lutar e apoiar movimentos que conduzam ao enfraquecimento do campo imperialista liderado pelos Estados Unidos. Na situação brasileira, país marcado pela dependência, essa linha tática se reflete na defesa de uma estratégia de luta pela conquista da completa soberania nacional. A solução da questão social no Brasil, em outras palavras, a solução dos conflitos e contradições de classe, só se resolverá pela defesa da soberania nacional contra os interesses do imperialismo e das suas expressões políticas, culturais e econômicas internas.

(Comitê Central da LCB)

Liga Comunista Brasileira – LCB

24 de fevereiro de 2026