APOIO TOTAL AO POVO IRANIANO PARA DERROTAR O IMPERIALISMO ESTADUNIDENSE
No último sábado, Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã. A justificativa surrada é a mesma usada há décadas: parar o programa nuclear iraniano, acusado de enriquecer urânio para construir uma bomba atômica. Alcançar esse objetivo exige, do ponto de vista da política externa dos Estados Unidos, mudar o regime político iraniano. Quer-se destruir a República Islâmica, um regime burguês nacionalista, por uma República dócil e subordinada aos interesses do imperialismo.
Desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979, quando foi deposto por um extraordinário movimento de massa o xá Reza Pahlavi, aliado de primeira hora dos Estados Unidos e da Otan, a poderosa máquina de desinformação do imperialismo passou a demonizar a República Islâmica. O Irã é apresentado como uma ditadura teocrática e sanguinária, que ameaça a estabilidade do Oriente Médio, principalmente a existência de Israel, e onde a liberdade de expressão e de protesto, bem como comportamentos considerados modernos e ocidentais, seriam duramente sufocados.
Essa imagem caricatural, difundida no Ocidente por quase 50 anos, busca justificar todo tipo de intervenção do imperialismo no país e na região. Mas o objetivo real dos Estados Unidos é contornar seu notório declínio como potência imperialista hegemônica, cuja maior ameaça seria a China, cujo principal fornecedor de petróleo é o Irã, dono da quarta maior reserva de petróleo do mundo. Além do mais, o Irã ocupa posição geográfica estratégica no projeto da Nova Rota da Seda chinesa. Para os Estados Unidos e Israel, destruir a República Islâmica é colocar uma barreira à ascensão da China.
Para deter esse declínio, o presidente Donald Trump está disposto a tudo, inclusive causar uma guerra de proporções inimagináveis. Essa sanha de Trump por deter o Irã é a expressão insana e doentia de uma ala da burguesia estadunidense de caráter fascista, disposta a botar fogo no mundo para não perder sua condição de única superpotência imperialista mundial.
A tática estadunidense no Irã repete a usada na Venezuela: realizar um ataque de decapitação da principal liderança do país inimigo. Espera-se uma reação popular no país atacado, capaz de mudar o regime e instaurar governos dóceis aos interesses imperialistas. Porém, essa tática se mostra mais uma vez furada. A morte do aiatolá Ali Khamenei não gerou um levante popular para acabar com a República Islâmica. Ao contrário, criou indignação na maioria do povo iraniano e no mundo islâmico. Para ter alguma chance de mudar o regime, Trump precisaria colocar tropas no terreno. Mas isso faria desmoronar sua base de apoio no interior do Maga, movimento responsável por sua vitória eleitoral.
O Irã responde aos ataques com a destruição de dezenas de bases militares estadunidenses em toda a região. O estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo consumido no mundo, foi fechado pelo Irã. O porta-aviões USS Abraham Lincoln, orgulho da marinha gringa, foi atingido. Uma chuva de mísseis iranianos fura o chamado “Domo de Ferro” e atinge com facilidade cidades israelenses. Em suma, o mito da invencibilidade imperialista tem sido mais uma vez destruído, agora pelos mísseis hipersônicos iranianos.
O imperialismo estadunidense é a maior ameaça à paz e ao progresso social. Ameaçam o mundo com guerras para impor sua vontade e deter seu declínio. É preciso derrotá-lo e, para isso, os povos do mundo devem se posicionar nesse conflito ao lado da República Islâmica do Irã. Hoje, a nação persa se coloca na vanguarda da luta contra o imperialismo. Uma derrota dos Estados Unidos e Israel nesse conflito pode acelerar seu declínio, parar o genocídio do povo palestino e barrar novas aventuras bélicas, como um ataque contra Cuba.
Liga Comunista Brasileira – LCB
04 de março de 2026