PELA VITÓRIA DO IRÃ CONTRA O IMPERIALISMO
Nas últimas semanas o Irã tem aplicado duros golpes na arrogância imperialista de Donald Trump e no sionismo de Benjamin Netanyahu. Uma chuva de mísseis tem destruído bases militares dos Estados Unidos em toda a região. A entidade sionista de Israel não tem escapado dos ataques iranianos, cujos mísseis miram alvos militares e de inteligência localizados na Palestina ocupada. O chamado “Domo de Ferro”, sistema de defesa israelense, mostrou-se incapaz de impedir a chegada de mísseis e drones. Desconhece-se o paradeiro de Netanyahu e outras figuras proeminentes do sionismo como Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel. Há suspeitas de que tenham sido mortos ou estejam gravemente feridos nesses ataques.
O Irã, mesmo sofrendo duros bombardeios como resposta, tem a iniciativa estratégica do conflito. Impôs um fechamento seletivo do estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção petrolífera mundial e mais de 1/3 do gás natural. Apenas embarcações de países não hostis tem permissão de navegar. O resultado foi um aumento do preço do barril do petróleo de 60 dólares em janeiro para mais de 100 dólares nos últimos dias. Há risco de aumento da inflação em todo o mundo e de uma severa recessão. Trump responde a essa cartada iraniana com a ameaça de formar uma coalizão naval de diversos países para abrir à força o estreito de Ormuz. Porém, os países convidados rejeitaram a aventura.
Ao atacarem o Irã, Trump e Netanyahu caíram numa armadilha criada por eles próprios. Menosprezaram a capacidade de resposta iraniana e de sua disposição de defender sua soberania. Ambos acreditaram nas próprias mentiras de uma suposta falta de apoio ao sistema político, cuja sobrevivência dependeria da repressão aos opositores. Porém, cometeram dois erros estratégicos. Primeiro atacaram em Minab uma escola primária matando 175 pessoas – sendo 150 crianças – com dois mísseis Tomahawk. A intenção era criar um cenário de terror e medo para dobrar o povo iraniano. Depois, no mesmo dia, fizeram um ataque de decapitação, matando o Aiatolá Ali Khamenei, com a vã ilusão de que sua morte faria o “regime” desmoronar.
Porém, nada disso aconteceu. Muito pelo contrário, o povo iraniano reagiu aos ataques com gigantescas manifestações de rua em defesa da soberania nacional e em apoio ao sistema político e seus líderes. Diante desse cenário, para contornar uma derrota quase certa, Trump cogita uma incursão militar. Porém, a proposta é desautorizada por seus assessores militares, pois exigiria um longo tempo para mobilizar e preparar centenas de milhares de soldados. Por fim, e extremamente grave, para impedir a derrota acachapante e evitar uma derrota eleitoral quase certa nas eleições de meio de mandato, abrindo as portas para seu impeachment, Trump e Netanyahu podem recorrer às armas atômicas contra o Irã. Esse cenário terrível não pode ser descartado, pois representaria uma escalada sem precedentes em um conflito que colocaria a existência da vida humana sob risco.
O imperialismo estadunidense é a força mais reacionária e ameaçadora a paz e a segurança dos povos. Nos dias atuais recorre às guerras e ao genocídio para contornar sua decadência. Mas, na guerra contra o Irã encontrou no povo persa uma força militar com capacidade de lhe fazer frente. Podemos estar assistindo sua derrota militar vexatória.
Se isso acontecer, com os Estados Unidos tendo de se retirar ou negociar em condições rebaixadas sua presença na Ásia Ocidental, estaremos testemunhando o fim do imperialismo estadunidense. De imediato, esse fato pode refrear os ímpetos de Trump contra Cuba e o fim do genocídio palestino, com a dissolução do Estado sionista.
O Irã, hoje, está na vanguarda da luta anti-imperialista. Por isso, estamos ao lado do bravo povo do Irã em sua guerra contra os Estados Unidos e o Estado sionista de Israel. Cada míssil disparado contra bases militares e interesses estadunidenses na região deve ser saudado. A derrota do imperialismo estadunidense nesse conflito é uma vitória da humanidade e dos povos.
Liga Comunista Brasileira – LCB
18 de março de 2026