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PARA NÃO PERDER A ELEIÇÃO É HORA DO GOVERNO SE VOLTAR PARA A CLASSE TRABALHADORA

Os números da economia são formalmente bons. Inflação baixa, desemprego baixo, PIB ainda crescente, mesmo que com índices baixos, massa salarial de estável para crescente. Porém, esses números não refletem em uma percepção de melhora das condições de vida.

A reforma trabalhista, com a terceirização irrestrita, desproteção do trabalho e extensão das jornadas, está a cobrar seu preço, na assimetria das negociações salariais e da exploração sem limites.

As tarifas de energia e os preços dos combustíveis e gás de cozinha, com suas cadeias de distribuição privatizadas, sobem a cada dia, consumindo grande parte da renda das famílias. Os bancos e financeiras não tem nenhum limite para os juros. Empréstimos quase sem risco, tendo como garantia benefícios previdenciários e sociais e o FGTS dos trabalhadores. Se fala até em ceder parcela do FGTS para pagar as dívidas das famílias com os bancos.

Condições de trabalho deterioradas, energia cara e juros escorchantes são um pesadelo para a classe trabalhadora e a classe média. Os números formais da macroeconomia não se refletem no seu potencial nas condições de vida do povo.

O reflexo nas pesquisas eleitorais é claro. As dificuldades na campanha eleitoral vão muito além de problemas de comunicação. Não que esses não existam. Mas não há divórcio absoluto entre realidade e comunicação. Para se recuperar o terreno eleitoral é preciso agir nas condições de vida do povo, a despeito do Congresso adverso.

A questão dos juros pode ser resolvida pelos bancos públicos. Grande parte da dívida popular pode ser comprada pelos bancos públicos. Essa medida não traria impacto fiscal ou prejuízo econômico, tal o volume de juros praticados no mercado financeiro. Nem para o governo, nem para os bancos públicos e muito menos para a banca privada. Poderia se descontar em volumes crescentes as dívidas em até 90%, ou perdoar as dívidas em função de renda, idade ou situação familiar. Essa medida teria impacto imediato na economia, liberando dinheiro para consumo e nas condições de vida da população.

Outra medida, que conta com grande apoio social, é o fim da jornada 6×1. Os benefícios no nível de emprego, remuneração salarial e redução da insatisfação social são enormes.

Jogar sempre para o grande capital não garante apoio social ou eleitoral. Ao contrário, fortalece os inimigos do povo. O mercado financeiro sem limites já demonstrou o desgaste politico e econômico que provoca. O caso Master é exemplar.

É hora de se voltar para a classe trabalhadora. Para derrotar o fascismo e o imperialismo.

Liga Comunista Brasileira – LCB

15 de abril de 2026