O Primeiro de Maio dos Comunistas
Por Carlos Magnum e Cássio Duarte
O Primeiro de Maio, também conhecido como Dia Internacional dos Trabalhadores, tem origem em uma luta intensa por direitos trabalhistas no século XIX, e este feriado surgiu não como mais uma data comemorativa qualquer, mas como um movimento de protesto. Tudo começa nos Estados Unidos, na cidade de Chicago. Nessa época, trabalhadores enfrentavam jornadas de trabalho absurdas, muitas vezes de 12 a 16 horas por dia, sem quaisquer direitos básicos.
Sobre este marco primordial, o Primeiro de Maio fora definido como feriado pelos socialistas de todo o mundo, com o objetivo de comemorar a revolta da praça Haymarket de Chicago, em 1886, quando a polícia reprimiu violentamente os grevistas que reivindicavam uma jornada de trabalho de oito horas1.
A greve continuou por dias até culminar no famoso Revolta de Haymarket, em 4 de maio de 1886.
No sábado, 1º de maio, 35 mil trabalhadores entraram em greve. Dezenas de milhares de outros, qualificados e não qualificados, juntaram-se a eles nos dias 3 e 4 de maio. Multidões deslocaram-se de local de trabalho em local de trabalho, incentivando os colegas a aderirem à greve.2
Durante uma manifestação pacífica, uma bomba foi lançada contra a polícia por um indivíduo desconhecido. Os policiais imediatamente reprimiram duramente os grevistas, líderes operários foram presos, dois foram condenados à morte, mesmo sem provas claras.
As consequências graves desta revolta foram a morte de 7 policiais, 38 trabalhadores grevistas mortos e 115 feridos.3Esses trabalhadores passaram a ser vistos como mártires da luta operária.
A internacionalização da data
Anos depois, em 1889, a Segunda Internacional decidiu transformar o 1º de maio em um dia internacional de mobilização dos trabalhadores, em homenagem aos operários martirizados em Chicago.
A institucionalização internacional da data ocorreu no Congresso de Paris, em 1889, durante a fundação da II Internacional, sob a influência direta dos partidos marxistas.
A decisão mais notável tomada pelo congresso, porém, foi o estabelecimento do Primeiro de Maio como um dia para demonstração internacional da luta do trabalhador. Esta proposta, feita pelo delegado francês Lavigne, era em apoio à greve geral proposta pela American Federation of Labor (Federação Estadunidense do Trabalho) para a jornada de oito horas definida para 1º de maio de 1890.1
Na Rússia Soviética e URSS
No contexto russo, a celebração do Primeiro de Maio funcionou como um termômetro da maturação política do proletariado sob o jugo tsarista. Os eventos de Kharkov, em 1900, representaram uma reviravolta decisiva, transformando-se de uma celebração mais rústica em uma greve política de massas que desafiou abertamente a autocracia tsarista.
Vladimir Lênin, ao analisar esse processo, destacou que o significado da data residia na conexão entre as reivindicações imediatas dos trabalhadores e a luta final pelo socialismo. Segundo o líder bolchevique:
Ao auxiliar os trabalhadores nesta luta, os socialistas devem sempre explicar sua conexão com a luta proletária pela emancipação em todos os países. E o Primeiro de Maio deve ser o dia em que os trabalhadores solenemente declaram que percebem essa conexão e resolutamente se juntam à luta2.
A evolução operacional da data no Cáucaso, especificamente em Tiblíssi, capital da Georgia, em 1901, envolveu a liderança do jovem Josef Vissarionovitch Djugashvíli, que organizou manifestações arrojadas sob bandeiras vermelhas, resultando em confrontos sangrentos com as tropas imperiais. Para Stálin, o Primeiro de Maio não era só um feriado, mas uma ferramenta pedagógica de classe.
Em seu panfleto escrito em abril de 1912 intitulado “Viva o Primeiro de Maio!”, Stalin descreveu a ontologia do dia nos seguintes termos:
Cada classe tem seus próprios festivais favoritos. A nobreza introduziu seus festivais, e neles proclamam seu “direito” de roubar os camponeses. A burguesia tem seus festivais e neles “justificam” seu “direito” de explorar os trabalhadores. […] Os trabalhadores, também, devem ter seu festival, e nele devem proclamar: trabalho universal, liberdade universal, igualdade universal de todos os homens. Esse festival é o festival do Primeiro de Maio3.
Após a Revolução de Outubro de 1917, o Primeiro de Maio sofreu uma transição semântica, passando de um protesto ilegal para a consagração do trabalho liberto. Em 1920, a celebração foi fundida com a prática dos “sábados comunistas” (subbotniks), mobilizando centenas de milhares de pessoas para a reconstrução econômica do país.
Na China de Mao
A história do 1º de maio na China é intrinsecamente ligada ao fortalecimento do movimento operário e à trajetória política de Mao Zedong.
Durante a década de 1920, Mao, na qualidade de secretário do Partido Comunista de Hunan, promoveu ativamente a organização sindical entre mineiros, ferroviários e trabalhadores municipais. Conforme o relato do próprio líder, “em 1º de maio [de 1922], uma greve geral foi chamada em Hunan, e isso marcou a conquista da inédita força do movimento dos trabalhadores da China”1. Este evento é historicamente reconhecido nas fontes como o momento em que o movimento trabalhista chinês atingiu um patamar de “força sem precedentes”.
Após a fundação da República Popular da China em 1949, o dia 1º de maio foi institucionalizado como uma das datas mais significativas da nova república socialista. Em 1º de maio de 1950, Mao Zedong presidiu as celebrações do primeiro Dia do Trabalho após a vitória revolucionária no topo do Portão Tiananmen, em Pequim.
Sobre esse período inicial, houve uma disputa historiográfica acerca dos slogans utilizados nos desfiles. Enquanto alguns autores afirmam que Mao inseriu saudações a si mesmo, outras evidências documentais sugerem que as revisões partiram de outros líderes, como Liu Shaoqi, que teria alterado o rascunho original para constar: “Vida Longa ao Grande Líder do Povo Chinês, Camarada Mao Zedong”2.
Na década de 1950, as palavras de ordem para o 1º de maio serviam como diretrizes para a mobilização das massas e para o desenvolvimento econômico do país. Em 1953, os slogans aprovados pela Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPD) incluíam homenagens a mártires e exortações para que os trabalhadores aumentassem a qualidade da produção de sal e do fluxo de transporte.
Naquele ano, Mao Zedong foi documentado na tribuna da capital inspecionando as colunas do desfile popular. A aplicação do pensamento de Mao sobre as contradições no seio do povo também refletia o espírito da data, buscando unir a classe operária e o campesinato na construção do socialismo.
Durante a década de 1960, a participação de Mao nas comemorações de 1º de maio expandiu-se para outras províncias, reforçando o laço com a base industrial do país. Em 1º de maio de 1960, Mao celebrou a data em Tianjin, onde visitou exposições sobre os resultados da “dupla revolução” industrial e se reuniu com modelos de trabalho locais. No ano seguinte, o líder celebrou o feriado em Xangai, encontrando-se com renomados professores e operários da Fábrica de Motores de Xangai.
Segundo a visão maoísta, o protagonismo do proletariado nessas datas era fundamental, pois, conforme Mao afirmou: “a vitória do movimento de libertação nacional chinês será parte da vitória do socialismo mundial”3.
Em períodos mais recentes, o 1º de maio na China passou por transformações que refletem a abertura econômica do país. A data foi ampliada para se tornar um dos quatro grandes feriados nacionais de uma semana inteira, conhecido como “Semana Dourada”, visando fomentar o turismo e o consumo interno. No entanto, ideologicamente, a data ainda permanece como um símbolo da emancipação do trabalho frente ao capital.
A história do 1º de maio na China continua a ser um ponto de referência para a compreensão das lutas de classe e das transformações sociais que moldaram a nação desde os primeiros levantes de Hunan.
Vietnã
Para Ho Chi Minh, a celebração desta data funcionava também como ferramenta de mobilização política, sendo que ele enviava saudações anuais destacando que o “Dia do Festival do Trabalho Mundial em 1-5-1948 deve ser o dia de uma nova era para a atividade e a vitória da classe operária de nosso país”4.
O líder enfatizava que o Primeiro de Maio servia como um motor para o movimento de emulação patriótica, cujo objetivo central era “vencer a fome, vencer a ignorância e vencer o invasor”5. A resistência total do povo era exaltada nessas ocasiões como o único caminho para a independência e o bem-estar social.
A partir da perspectiva de Ho Chi Minh, a data também era um momento para balanços estratégicos e análise da correlação de forças internacional. Em 1949, ele reiterou: “missão da Confederação Geral do Trabalho é estar próxima de todos os operários, organizando-os e treinando-os para fazer da classe operária uma força invencível na resistência e na construção nacional”6.
Ele observava que a celebração ocorria em um momento em que “mais do que nunca, o campo socialista e as forças da paz são poderosos, e o campo imperialista está visivelmente enfraquecido”7.
Ho Chi Minh utilizava provérbios e metáforas simples para educar as massas durante o Primeiro de Maio, afirmava: “se você quer comer o fruto, deve ter o trabalho de plantar a árvore; se você quer beber água, deve ter o esforço de cavar o poço”8.
Esse espírito de sacrifício era direcionado ao aumento da produtividade e à prática da economia. Ele elogiava os “heróis do trabalho e os trabalhadores de vanguarda que, inspirados por esta data, criavam inovações técnicas para elevar a produção”9.
A data também era fundamental para reafirmar o compromisso com a reunificação do país, sendo uma oportunidade para saudar os “compatriotas do Sul que lutavam heroicamente contra o imperialismo ianque pela independência e liberdade”.
Ho Chi Minh reforçava que “a emancipação do proletariado é a condição necessária para a libertação nacional”10. O Primeiro de Maio era, por fim, comparado pedagogicamente ao Dia Internacional da Criança em 1º de junho, para lembrar aos adultos de seus deveres sociais e produtivos.
Cuba
Antes do triunfo revolucionário em Cuba, Fidel Castro recordou que os desfiles eram uma zombaria, pois os operários repetiam anualmente demandas que eram ignoradas por governantes surdos aos seus interesses11. Naquele período de tirania da ditadura de Fulgêncio Batista, o 1º de maio não podia ser comemorado na rua, era reprimido, e a classe trabalhadora era obrigada a realizar atos simulados em locais fechados12.
Após a vitória de 1959, Raúl Castro destacou que o proletariado passou a fazer um “recenseamento de suas forças” em uma união inquebrantável entre quem produz com o suor e quem empunhou rifles pela liberdade13.
Fidel declarou que, em 1960, o povo devia ser reunir para celebrar o dia “dos humildes de nosso povo; o dia daqueles que não apenas trabalham com seus braços ou com sua inteligência produzindo bens e serviços para o país, mas também o dia daqueles sobre cujos ombros descansa… a defesa do país”14.
O ano de 1961 foi batizado como o “Primeiro de Maio da vitória”, ocorrendo logo após o esmagamento da invasão mercenária em Playa Girón15. Nesse contexto, a Revolução foi definida como patriótica e socialista, visando “acabar para sempre em nossa terra com a exploração do homem pelo homem”16.
O entusiasmo produtivo tornou-se o centro das celebrações, como em 1965, quando a meta açucareira de “5.100.000 toneladas” foi superada precisamente na manhã do Primeiro de Maio17. Nessa nova ética, Fidel explicou que os “milionários de hoje não são os que exploram o suor alheio, mas os que com seu suor são capazes de cortar um milhão de arrobas de canas”18
A solidariedade internacional é outro pilar constante, pois, sem esse permanente sentido do dever internacionalista, a data perderia seu sentido marxista19. Em 1963, a comemoração cubana foi celebrada simultaneamente com a presença de Fidel em Moscou, sendo descrita como uma “ajuda moral frente aos criminosos que sonhavam em destruir o processo cubano”20.
Um dos momentos mais vitais da história recente ocorreu em 2000, quando Fidel Castro enunciou sua definição seminal de “Revolução”, afirmando que ela é “sentido do momento histórico; seu dever é mudar tudo o que deve ser mudado”21. Raúl Castro também reiterou que a celebração do Primeiro de Maio deve servir para “patentear a unidade dos cubanos em defesa de sua independência e soberania nacional”.22
Mesmo diante de ameaças externas, os desfiles demonstram que o povo revolucionário “não teme a mentira nem se ajoelha diante de pressões” imperialistas23. Raúl enfatizava que a “guarda revolucionária não se descuidará jamais” enquanto persistirem as agressões contra a soberania da ilha.24
Coreia
No contexto coreano, o movimento operário ganhou impulso significativo após os eventos nacionais de 1919, demonstrando sua força através de marcos como a greve geral dos estivadores de Pusan em 192125.
Durante o período da ocupação japonesa, os trabalhadores coreanos tentaram celebrar o Primeiro de Maio como um dia festivo a partir de 1923, mas foram implacavelmente reprimidos pela polícia imperialista, que proibia manifestações e dispersava reuniões de massa26.
A celebração livre só se tornou possível após a libertação em 1945, sendo que o Primeiro de Maio de 1946 marcou a primeira vez em que o povo coreano pôde observar a data abertamente em solo pátrio27.
Naquela fase inicial de construção nacional, a importância das festividades residia na concentração de esforços para liquidar elementos pró-japoneses e traidores nacionais, visando estabelecer um governo provisório democrático genuíno28.
Mesmo durante os anos sombrios da Guerra de Libertação da Pátria no começo da década de 1950, o Primeiro de Maio não deixou de ser comemorado, servindo como uma ocasião para testar e demonstrar a força militante do povo trabalhador coreano contra os invasores imperialistas.
Durante o conflito, as ordens militares enfatizavam que os soldados deveriam aproveitar a data para dominar seus equipamentos de combate e demonstrar fidelidade ao país através da maestria técnica no campo de batalha29.
A solidariedade internacional era um tema recorrente, com exaltações à cooperação com unidades de voluntários de países socialistas vizinhos, como a China e a URSS, e ao apoio recebido de nações do campo democrático30.
Após a guerra, o Primeiro de Maio adquiriu uma nova dimensão como um dia de marcos produtivos, onde a classe operária apresentava “presentes de lealdade” ao país na forma de infraestruturas concluídas31.
Um exemplo notável foi a inauguração de importantes altos-fornos e fornos de coque na metalurgia ferrosa, estrategicamente agendada para a véspera de Primeiro de Maio para aumentar a alegria festiva da nação.
Da mesma forma, a conclusão da construção da icônica Fábrica de Vinalon em 1961 foi celebrada em conjunto com o festival de maio, simbolizando o avanço da indústria química independente32.
Nas décadas posteriores, observadores de sociedades capitalistas notaram que a celebração do feriado em Pyongyang revelava uma sociedade sem a presença de desempregados, mendigos ou pessoas embriagadas nas ruas, o que era atribuído ao pleno emprego e à organização social33.
Historicamente, registros do período de guerrilha também mencionam celebrações da data em meio às florestas, onde representantes de organizações revolucionárias se reuniam para reafirmar a determinação de retomar a pátria34.
Um dos primeiros grandes eventos militares da guerrilha coreana foi o desfile de Primeiro de Maio de 1932 em Antu, onde as tropas marcharam com bandeiras vermelhas, soprando trompetes e batendo tambores após a fundação do exército revolucionário35.
O Primeiro de Maio na Coreia, em suma, evoluiu de uma ferramenta de resistência clandestina contra o Japão para uma celebração estatal de conquistas industriais e de unidade social36.
O Primeiro de maio é uma data revolucionária por si só!
1 FOSTER, William Z. History of the Three Internationals. Nova York: International Publishers, 1955. v. 1, p. 143.
2 LENIN, V. I. Collected Works. Moscou: Progress Publishers, 1964. v. 4, p. 363.
3 . STALIN, Josef. Works. Moscou: Foreign Languages Publishing House, 1953. v. 2, p. 226.
4 KOTKIN, Stephen. Stálin: Paradoxos do Poder 1878-1928. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. v. 1, p. 533.
5 “Haymarket and May Day”. www.encyclopedia.chicagohistory.org
6 “UGT: La História del 1º de Mayo”. Htpp://portal.ugt.org
7 (SNOW, Edgar, A estrela vermelha brilha sobre a China, Autonomia Literária, São Paulo, 2023, p. 188).
8 GAO, Mobo, The Battle for China’s Past, Pluto Press, London, 2008, p. 880).
9 (SNOW, Edgar, A estrela vermelha brilha sobre a China, Autonomia Literária, São Paulo, 2023, p. 362).
10 (MINH, Ho Chi, Ho Chi Minh Toan Tap – Tap 5, Nha Xuat Ban Chinh Tri Quoc Gia, Hanoi, 1995, v. 5, p. 515
11 ” (OLIVEIRA, Pedro de (org.), Ho Chi Minh: Vida e Obra do Líder da Libertação Nacional do Vietnã, Anita Garibaldi, São Paulo, 2020, v. 1, p. 123)
12 (MINH, Ho Chi, Ho Chi Minh Toan Tap – Tap 6, Nha Xuat Ban Chinh Tri Quoc Gia, Hanoi, 1995, v. 6, p. 68).
13 (MINH, Ho Chi, Ho Chi Minh Toan Tap – Tap 12, Nha Xuat Ban Chinh Tri Quoc Gia, Hanoi, 2011, v. 12, p. 181).
14 (MINH, Ho Chi, Ho Chi Minh Toan Tap – Tap 9, Nha Xuat Ban Chinh Tri Quoc Gia, Hanoi, 2011, v. 9, p. 447).
15 (MINH, Ho Chi, Ho Chi Minh Toan Tap – Tap 12, Nha Xuat Ban Chinh Tri Quoc Gia, Hanoi, 2011, v. 12, p. 272).
16 (MINH, Ho Chi, Ho Chi Minh Toan Tap – Tap 1, Nha Xuat Ban Chinh Tri Quoc Gia, Hanoi, 1995, v. 1, p. 22)
17 (CASTRO RUZ, Fidel, 1001-1500.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, p. 7).
18 CASTRO RUZ, Fidel, 1501-2000.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, p. 208).
19 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t2 – 1959-1960.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 2, p. 91
20 CASTRO RUZ, Fidel, Ediciones Celia, La Habana, 2024, p. 2)
21 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t3 – 1961-1963.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 3, p. 89.
22 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t3 – 1961-1963.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 3, p. 94.
23 CASTRO RUZ, Fidel, Ediciones Celia, La Habana, 2024, p. 247
24 CASTRO RUZ, Fidel, 3501-4000.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, p. 3889);
25 original (CASTRO RUZ, Fidel, 3501-4000.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, p. 259
26 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t3 – 1961-1963.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 3, p. 559).
27 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t9 – 2012-2014.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 9, p. 61.
28 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t8 – 2006-2011.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 8, p. 42).
29 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t8 – 2006-2011.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 8, p. 316.
30 CASTRO RUZ, Raúl, Raúl Castro Ruz – Obras Escogidas t9 – 2012-2014.pdf, Ediciones Celia, La Habana, 2024, v. 9, p. 354.
31 KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1980. v. 2, p. 180.
32 KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1980. v. 2, p. 180
33 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1980. v. 2, p. 181).
34 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1980. v. 2, p. 181).
35 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1981. v. 6, p. 327-328).
36 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1981. v. 7, p. 423).
37 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1983. v. 12, p. 207).
38 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1983. v. 15, p. 80).
39 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1988. v. 34, p. 165).
40 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1996. v. 41, p. 164).
41 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 2007. v. 46, p. 265).
42 (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1980. v. 2, p. 180). (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1983. v. 12, p. 207). (KIM, Il Sung. Works. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1988. v. 34, p. 165).
Liga Comunista Brasileira – LCB
07 de maio de 2026