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A CLASSE OPERÁRIA BRASILEIRA NOS PRIMÓRDIOS DO CINEMA NACIONAL

Boa parte da memória do cinema brasileiro foi perdida. Filmes são produzidos no Brasil desde 1897, sendo o primeiro registro o curta Chegada do Trem, de Petrópolis. Houve um ciclo do cinema brasileiro nos anos 1900 e 1910. Pouco sobrou desse período. Dos filmes produzidos entre 1908 e 1912 só restam documentos de arquivo.

O cinema nas décadas iniciais século XX eram produzidos de forma heroica, quase sem financiamento e com parcos recursos técnicos. Os temas refletiam as mudanças sociais e econômicas da época. A urbanização e a industrialização são presentes no cinema.

A fotografia em movimento faz parte da segunda revolução industrial, na esteira dos avanços da química, da mecânica e da eletricidade. A indústria moderna traz a classe operária.

Uma das películas preservadas é o documentário produzido pela Companhia Fabril de Cubatão, de 1922. O filme mostra os primórdios da industrialização de Cubatão, ainda distrito de Santos. O filme mostra desde a produção de energia elétrica pela Usina Itutinga, os processo de fabricação de papel, as máquinas e a lida do trabalho. Retrata a Vila Operária, comuns na industrialização da época, como forma de manter os trabalhadores perto dos locais de trabalho e recuperar parte dos salários pagos na forma de aluguel. Apesar de ser um filme de propaganda, exaltando a empresa e seus diretores, não deixa de ser um retrato do cotidiano da classe operária e de suas condições de vida.

Usina Fabril de Cubatão está disponível no Telas Brasil, serviço de streaming do Ministério da Cultura. https://santaportal.com.br/1077-fm/documentario-de-1922-sobre-a-companhia-fabril-de-cubatao-esta-disponivel-no-tela-brasil?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4.

Liga Comunista Brasileira – LCB

11 de junho de 2026