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EM MEMÓRIA DE TATY ALMEIDA

A ditadura argentina matou mais de 30.000 pessoas, classificadas como desaparecidos políticos. Os militares argentinos produziram alguns dos maiores carrascos e genocidas da humanidade. E criaram campos de concentração, como na Escola de Mecânica da Armada, em que nada ficaram a dever aos campos de extermínio nazistas.

Logo depois do golpe militar de 1976, as mães de pessoas desaparecidas começaram a se manifestar na Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada, sede da presidência argentina.

Todas as quintas-feiras, até os dias de hoje, as Madres de Plaza de Mayo se manifestam, com seus característicos lenços brancos em busca de filhos, netos e irmãos.

Domingo, dia 14 de junho, perdemos Taty Almeida, dirigente das Madres da Plaza de Mayo- Linea Fundadora. Taty nasceu em 1930, oriunda de uma família de militares. Seu filho Alejandro, com 20 anos, foi sequestrado pela Triple A (Aliança Anticomunista Argentina), organização paramilitar que funcionava em instalações ministeriais argentinas.

Em 1979, Taty se junta às Madres da Plaza se Mayo. Em 1986, Taty se mantem na Linea Fundadora da organização. Desenvolveu, até o fim, a luta por Memória, Verdade e Justiça.

Para compreender a trajetória histórica da luta pelos direitos humanos na Argentina indicamos o documentário Madres de Plaza de Mayo – Memória, Verdade e Justiça, de Carlos Pronzato. O documentário foi premiado, em 2009, no Maiori Film Festival, da Itália: https://www.youtube.com/watch?v=QFFA0br9cks.

Taty Almeida, Presente!

Liga Comunista Brasileira – LCB

18 de junho de 2026