Menu fechado

105 ANOS DA MONGÓLIA SOCIALISTA

Por Carlos Magnum

105 anos, a Revolução Mongol de 1921 inaugurava uma das mais importantes experiências políticas do século XX. A libertação do país do domínio estrangeiro e das antigas estruturas teocráticas abriu caminho para a construção do segundo Estado socialista do mundo, lançando as bases de uma Mongólia moderna, soberana e capaz de decidir seu próprio destino em um contexto geopolítico extremamente desafiador.

Ao longo das décadas seguintes, a República Popular da Mongólia promoveu uma profunda transformação nacional. A erradicação do analfabetismo, a universalização do ensino, a criação de um sistema público de saúde, a industrialização, a construção de cidades como Darkhan e Erdenet e a implantação de uma infraestrutura moderna alteraram profundamente a realidade de um país que, até o início do século XX, vivia sob uma economia predominantemente nômade e estruturas sociais tradicionais.

Mesmo historiadores críticos ao socialismo, como C. R. Bawden, Irina Morozova e Uradyn Bulag, reconhecem que esse período foi decisivo para a consolidação da soberania mongol. A experiência socialista garantiu as condições materiais e institucionais para que a Mongólia se afirmasse como um Estado independente, conquistando reconhecimento internacional e preservando sua identidade nacional diante das pressões exercidas pelas grandes potências da região.

Celebrar os 105 anos da Mongólia Socialista é recordar um capítulo fundamental da história contemporânea da Ásia. Independentemente das diferentes interpretações sobre essa experiência, seu legado permanece presente na educação, na saúde, na infraestrutura e na própria existência da Mongólia como uma nação soberana. Conhecer essa trajetória é compreender um dos processos de transformação social mais significativos do século XX.

A experiência socialista na República Popular da Mongólia (MPR), foi marcada por conquistas modernizadoras. As obras de C.R. Bawden, Irina Morozova e Uradyn Bulag, apesar de críticas, reconhecem os avanços e, assim, documentam a transição da Mongólia de uma teocracia medieval para o segundo Estado socialista do mundo. A trajetória mongol no século XX é caracterizada por uma tensão constante entre o desejo de desenvolvimento soberano e a luta pela independência.

I. OS PONTOS POSITIVOS: MODERNIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO NACIONAL

A revolução de 1921 e a subsequente proclamação da República em 1924 iniciaram um processo de transformação estrutural que retirou a Mongólia da estagnação política e econômica do período Manchu. Antes da revolução, a sociedade era dominada por uma elite clerical e aristocrática, com uma economia baseada quase exclusivamente no pastoreio nômade extensivo e sob o jugo da usura comercial chinesa. A experiência socialista introduziu os fundamentos de um Estado moderno, como a criação de uma moeda nacional (o tögrög), a fundação de um banco central e a organização de uma estrutura administrativa burocrática.

Um dos maiores legados positivos foi a revolução educacional e cultural. O governo popular lançou ataques planejados contra o analfabetismo, estabelecendo uma rede de escolas de estilo ocidental e instituições de ensino superior, como a Universidade Nacional da Mongólia. Conforme observa Bawden:

“As mudanças físicas na Mongólia são, obviamente, autoevidentes. Ninguém pode confundir o significado de aeroportos, rádios, jornais e telefones, mesmo que, ao mesmo tempo, deva ser muito ingênuo e impressionável para notar a versão mongol de desenvolvimentos semelhantes aos que tomam forma na maioria dos outros países subdesenvolvidos. O que é menos óbvio, no entanto, é a sensação que o viajante dinamarquês Henning Haslund experimentou na Mongólia Interior há mais de trinta anos – a consciência de estar na presença de uma geração jovem cuja energia e determinação prometem um novo futuro para os mongóis. Independentemente da forma política que o seu renascimento tomou, a Mongólia hoje, com todas as suas falhas óbvias, como a falta crônica de competência técnica, exibe um vigor e uma autoconfiança que foram reprimidos durante os seus séculos de dependência colonial da China.” [2]

Além da educação, o sistema de saúde pública representou um avanço vital. A introdução da medicina ocidental substituiu gradualmente as práticas lamaístas, reduzindo epidemias e transformando o bem-estar físico da população, que antes sofria com altos índices de mortalidade e doenças venéreas. A infraestrutura industrial, embora dependente de técnicos soviéticos e de outros países do Leste Europeu, permitiu a criação de complexos industriais em cidades como Darkhan e Erdenet, diversificando uma economia que outrora era puramente mono-cultural. Para muitos historiadores, essa fase garantiu a própria sobrevivência física e política da nação mongol frente às pressões expansionistas vizinhas.

A transição de um sistema teocrático feudal para um Estado moderno e industrializado no século XX foi a fundação civilizatória que garantiu a sobrevivência física e cultural da nação mongol. Por meio de investimentos massivos em capital humano e infraestrutura, o período socialista legou à Mongólia atual um sistema educacional robusto, uma rede de saúde pública universal e uma soberania internacionalmente reconhecida que serve como baluarte contra as pressões geopolíticas regionais.

II. A REVOLUÇÃO EDUCACIONAL E O DESENVOLVIMENTO DO CAPITAL HUMANO

Um dos frutos mais duradouros da experiência socialista na Mongólia foi a erradicação quase total do analfabetismo, transformando uma população anteriormente desprovida de instrução formal em uma das sociedades mais letradas da Ásia Central. Antes da revolução de 1921, o ensino era privilégio de uma elite clerical em monastérios, focado primordialmente no estudo de textos religiosos tibetanos. A introdução de um sistema de educação secular, gratuito e obrigatório permitiu a formação de uma inteligência nacional capaz de gerir as complexas estruturas de um Estado moderno. Sobre este avanço, a obra histórica oficial registra:

Na primeira fase da revolução, as tarefas básicas foram erradicar o analfabetismo entre a população, lançar as bases para um sistema de educação pública, nova literatura e arte, baseadas nos princípios do idealismo revolucionário e também treinar uma intelectualidade nacional. Durante esta fase, o povo mongol, seguindo a orientação do ensinamento Marxista-Leninista, o MPRP obteve sucesso em organizar seu povo para a vitória nesta esfera, também, superando dificuldades e obstáculos. O traço específico da revolução cultural na Mongólia foi que, no curso do seu desenvolvimento, ela passou por duas etapas, a saber, a etapa revolucionário-democrática (1921-1940) e a etapa socialista, iniciada na década de quarenta.[1]

Este legado reflete-se hoje na alta capacidade técnica de seus especialistas, muitos dos quais foram educados em universidades fundadas durante o período socialista, como a Universidade Nacional da Mongólia. A mudança para o alfabeto cirílico em 1941, embora vista por alguns como um instrumento de influência soviética, foi um fator pragmático que acelerou a alfabetização em massa e a assimilação de conhecimentos científicos globais. Atualmente, o orgulho mongol pela sua cultura literária e o ressurgimento do ensino do roteiro clássico baseiam-se na fundação educacional sólida estabelecida pelo regime anterior.

III. INFRAESTRUTURA URBANA E MODERNIZAÇÃO MATERIAL

A Mongólia contemporânea herdou uma infraestrutura física que foi construída do zero durante as décadas de planejamento centralizado e cooperação com o Conselho para Assistência Econômica Mútua (Comecon). Cidades inteiras, como Erdenet e Darkhan, foram erguidas para servir como centros industriais e de mineração, diversificando a economia para além do pastoreio nômade tradicional. Ulaanbaatar transformou-se de uma cidade de tendas em uma metrópole moderna, com edifícios públicos monumentais, cinemas e teatros que hoje compõem o coração cultural do país. Irina Morozova destaca a escala desse desenvolvimento:

O desenvolvimento nacional de indústria, transporte, comunicações e construção gerou uma jovem classe trabalhadora que se tornou a força motriz do povo mongol na luta para criar os pré-requisitos materiais e espirituais para a transição gradual ao socialismo. […] Em todos os aimaks, combinados de alimentos, baseados em recursos locais, foram estabelecidos para a fabricação de gêneros alimentícios, álcool, destilarias, padarias, cantinas, etc. Houve uma notável expansão da indústria de impressão e publicação; a gráfica estatal, que em 1945 possuía 87 prensas de impressão atualizadas, com uma produção de 30 milhões de folhas, tinha em 1952 cem prensas de impressão e produzia mais de 70 milhões de folhas. Pequenas oficinas de impressão foram instaladas em todos os aimaks. A construção civil e a produção de materiais de construção locais continuaram a se expandir. [4]

Além da habitação e da indústria, a integração do território por meio de ferrovias e linhas de telégrafo foi vital para o funcionamento do Estado nacional. A ferrovia Trans-Mongoliana, concluída em 1950, ainda hoje é a principal artéria comercial do país, conectando a Mongólia aos mercados da Rússia e da China. Esse arcabouço físico é o que permite à Mongólia atual operar como uma economia de mercado competitiva, utilizando a base técnica legada pelo socialismo como plataforma de lançamento para investimentos estrangeiros contemporâneos.

IV. SAÚDE PÚBLICA E O FORTALECIMENTO BIO-SOCIAL

Um dos pontos mais positivos e vitais da experiência socialista foi a transformação das condições de saúde e higiene, que literalmente salvaram o povo mongol da extinção biológica. No início do século XX, a população sofria com epidemias crônicas, doenças venéreas e uma taxa de mortalidade infantil alarmante, exacerbada pela dependência exclusiva de métodos medicinais empíricos. A introdução da medicina científica ocidental, o estabelecimento de hospitais gratuitos em todos os distritos (sums) e as campanhas massivas de vacinação resultaram em um crescimento populacional sem precedentes. Bawden analisa esse impacto de forma enfática:

É muito mais realista observar o que de fato foi feito desde a revolução de 1921 para assegurar a sobrevivência física real dos mongóis como povo, reconhecer a disseminação de ideias de higiene, o desenvolvimento de um serviço médico, a educação universal dos jovens e seu equipamento para competir em termos menos desiguais com o mundo em geral, do que lamentar o desaparecimento de um modo de vida que acabaria reduzindo os mongóis ao nível dos bosquímanos da África do Sul – meros remanescentes interessantes de uma civilização perdida e, de resto, sem importância. A Mongólia de hoje, com todas as suas falhas óbvias, exibe um vigor e uma autoconfiança que foram reprimidos durante os seus séculos de dependência colonial. [2]

Mesmo após a queda do sistema socialista, o acesso a serviços de saúde continua a ser visto como um direito fundamental, e as clínicas fundadas naquele período permanecem como os pilares do atendimento nas áreas rurais. A erradicação de doenças como a peste e a redução drástica da sífilis permitiram que a Mongólia atingisse a marca de dois milhões de habitantes na década de 1980, um marco demográfico celebrado como uma vitória do “fundo genético nacional”.

V. A SOBERANIA NACIONAL E O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Embora a Mongólia tenha sido classificada como um Estado satélite da URSS, foi justamente essa relação que garantiu sua existência como uma entidade política separada da China e livre. O período socialista forjou uma identidade nacional Halh-cêntrica que unificou as tribos dispersas sob uma única bandeira e um único exército. A admissão da Mongólia na ONU em 1961 foi o triunfo final desta política, consolidando o país como um Estado soberano perante a comunidade internacional. Bulag discute a importância desta herança:

A existência de uma Mongólia independente sempre foi um ponto de referência pelo qual [outros mongóis] mediam seu próprio progresso e luta. A longa genealogia do comunismo na Mongólia, paradoxalmente, impulsionou os mongóis a contrariar [influências externas], permitindo-lhes afirmar que os mongóis não são “primitivos” como alguns afirmam ser. De fato, em termos de comunismo, os mongóis dizem que outros devem reconhecer que eles são juniores apenas em relação à revolução russa, tendo-se tornado o segundo regime comunista mais antigo do mundo após a antiga União Soviética. Este senso de independência de jure baseou-se no entendimento de que a MPR renunciaria permanentemente a certas reivindicações territoriais em troca de proteção e reconhecimento internacional.[3]

Atualmente, a Mongólia utiliza esse status internacional para seguir uma política externa de “Terceiro Vizinho”, equilibrando relações entre Rússia, China e democracias ocidentais, algo que só é possível devido ao reconhecimento jurídico e político alcançado durante a era socialista. A infraestrutura diplomática e a tradição de participação em organizações internacionais são frutos diretos desse período de afirmação nacional.

VI. A NOSTALGIA COMO RECONHECIMENTO DE SUCESSO

Os pontos positivos da experiência socialista na Mongólia foram e são realidades tangíveis que moldam o cotidiano da população atual. A “falta” que o sistema faz, muitas vezes expressa em nostalgia, refere-se à segurança social, à estabilidade econômica e ao senso de propósito coletivo que o regime garantia. Se hoje o povo mongol desfruta de uma “democracia” e de uma cultura independente, é porque a base material e educacional para essa liberdade foi construída durante os setenta anos de socialismo. Os frutos desta experiência, letramento universal, urbanização planejada, saúde pública e soberania plena, continuam a ser os ativos mais preciosos da Mongólia no século XXI.

VII. O DECLÍNIO E A QUEDA DO SISTEMA SOCIALISTA

A queda da experiência socialista na Mongólia não foi um evento isolado, mas o resultado de contradições internas acumuladas e do colapso do bloco soviético. A principal fraqueza residia na dependência extrema da URSS e do Conselho para Assistência Econômica Mútua (CMEA/Comecon). A partir de 1929, a Mongólia tornou-se um “apêndice encravado” da economia soviética, integrada aos planos quinquenais de Moscou, o que eliminou qualquer possibilidade de uma política externa ou comercial independente.

A estagnação econômica começou a se manifestar de forma aguda nas décadas de 1960 e 1970. Enquanto a produção industrial bruta cresceu significativamente, a produção agrícola — a base tradicional da riqueza do país — estancou, crescendo apenas 22% entre 1960 e 1980. O excesso de centralização administrativa gerou ineficiências graves, com a Comissão de Planejamento Estatal decidindo detalhes mínimos, o que sufocava a iniciativa local e a adaptação às realidades geográficas da estepe. Irina Morozova analisa essa transição: “O primeiro estágio da revolução popular foi completado por volta de 1940, e o período de progresso gradual da revolução democrática para a revolução socialista foi iniciado. Este programa é agora, um quarto de século depois, considerado como tendo sido realizado, com o socialismo sendo um fato na Mongólia, e foi substituído por um quarto programa no Décimo Quinto Congresso do Partido realizado em junho de 1966. Se examinarmos o que de fato havia sido alcançado até 1940, parece que o progresso principal até então fora de natureza preparatória, até mesmo negativa, em que a antiga subestrutura da sociedade fora limpa e um ataque fora feito sobre a superestrutura cultural. A principal realização da Mongólia foi efetuar o desaparecimento total, como um grupo social organizado, da antiga nobreza secular e da Igreja como uma força econômica e cultural.” [2]

O golpe final veio com as reformas de Mikhail Gorbachev na URSS. A introdução do il tod (o equivalente mongol à glasnost) e a subsequente retirada do auxílio financeiro e técnico soviético em 1991 expuseram as vulnerabilidades estruturais do Estado. A interrupção súbita do fornecimento de petróleo e de subsídios que financiavam o déficit estatal mergulhou o país em uma recessão severa e em uma crise de abastecimento sem precedentes, levando à revolução democrática de 1990 e à transição para a economia de mercado.

VIII. A NOSTALGIA E A FALTA DO ANTIGO REGIME

A transição para o capitalismo nos anos 90, descrita como uma “terapia de choque”, gerou um profundo sentimento de perda e nostalgia por certos aspectos da era socialista. O sistema anterior, ainda que com limites, oferecia uma rede de segurança social e uma previsibilidade que foram estilhaçadas pela economia de mercado. A “falta” que o socialismo faz hoje na Mongólia está ligada principalmente à estabilidade econômica e ao orgulho nacional que o regime conseguiu forjar.

A nostalgia manifesta-se no desejo de recuperar o senso de responsabilidade social e coletivismo que existia nas cooperativas (negdel). Com a privatização, surgiram problemas agudos como a delinquência juvenil, o alcoolismo e a desigualdade extrema de renda. Uradyn Bulag destaca que a identidade mongol moderna sente a falta de um núcleo centralizador que garanta a proteção da “pureza” nacional contra as influências externas percebidas como ameaçadoras. Morozova descreve este sentimento de continuidade e falta:

“Muitos mongóis continuaram chamando os membros do MPRP de ‘comunistas’, muitas vezes com conotações negativas. No entanto, por volta do ano 2000, o MPRP havia reconsolidado o poder; ao mesmo tempo, juntamente com os partidos democráticos, moldou as políticas de construção da nação e a nova imagem internacional da Mongólia. A força de um Estado moderno (com instituições democráticas) está na sua variedade de representação política ou, pelo menos, na aparência dela. A necessidade de demonstrar a outros países subdesenvolvidos que o desenvolvimento comunista pode proceder de forma ordenada, livre do tumulto característico do comunismo chinês, garantirá que a URSS continue subsidiando a economia mongol, e esse endosso provavelmente se tornará mais, e não menos, caro, conforme a complexidade da vida na Mongólia exige mais dinheiro e mais perícia para mantê-la flutuante.” [5]

A experiência socialista caiu devido à sua incapacidade de se adaptar a um mundo que exigia maior flexibilidade técnica e autonomia econômica, além de estar atada a URSS. A Mongólia contemporânea é um laboratório de experimentação social onde o legado soviético, as tradições nômades milenares e a democracia liberal coexistem de forma tensa e muitas vezes contraditória. O país conseguiu manter sua soberania e estabilidade política em um ambiente regional difícil, mas o custo foi uma profunda transformação da sua alma nacional. O futuro da Mongólia dependerá de sua capacidade de integrar sua população marginalizada, gerir de forma sustentável seus recursos naturais e navegar nas águas turbulentas da geopolítica da Ásia Central sem perder a essência da sua cultura nômade. O sentimento de nostalgia por uma estabilidade passada ainda permeia a sociedade, mas é superado por um desejo vibrante de independência e por uma nova confiança nacional baseada em sua herança imperial redescoberta.

REFERÊNCIAS:

[1]ACADEMY OF SCIENCES OF THE MPR. History of the Mongolian People’s Republic. volume único. Moscou: Progress Publishers, 1973..

[2]BAWDEN, C.R. Modern History of Mongolia. volume único. Londres: Weidenfeld and Nicolson, 1968..

[3]BULAG, Uradyn Erden. Nationalism and Hybridity in Mongolia. volume único. Oxford: Clarendon Press, 1998..

[4]MOROZOVA, Irina Y. Socialist Revolutions in Asia: The Social History of Mongolia in the 20th Century. volume único. Londres: Kegan Paul, 2009..

[5]RUPEN, Robert A. The Mongolian People’s Republic. volume único. Stanford: Hoover Institution, 1966..

[6]UK_BL_ETHOS_234006. Thesis on the Mongolian People’s Republic 1924-1928. volume único. Londres: British Library. s.d..

Liga Comunista Brasileira – LCB

17 de julho de 2026