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É FUNDAMENTAL A CLASSE TRABALHADORA ENTRAR EM CENA

Neste segundo semestre, importantes categorias de trabalhadores têm suas datas-bases. Bancários, petroleiros, metalúrgicos e químicos já tem se mobilizado em todo país por reajustes salariais que reponham a inflação a garantam aumento real de salário. O relato geral feito pelos trabalhadores aponta para aumento da produção, das horas-extras e das contratações.

Na indústria plástica, a Abiplast prevê para 2026 um faturamento de R$ 168 bilhões. Um crescimento de 2% quando comparado com 2025, cujo faturamento foi de R$ 164,8 bilhões. De acordo com dados da Abinee, a indústria elétrica e eletrônica prevê para 2026 um faturamento 6,25% maior quando comparado com 2025. Só a Petrobrás teve um lucro turbinado de R% 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, um valor 97% maior se comparado ao mesmo período de 2025. Por fim, os bancos, mesmo com uma revisão na expectativa de lucros para este ano, mantêm a previsão de taxas de crescimento maiores em relação a 2025.

O crescimento dos lucros e do faturamento das empresas é um bom incentivo para os trabalhadores lutarem por aumentos salariais capazes de recuperar as perdas causadas pela inflação e aumentos reais que incorporem a produtividade de cada setor.

Mesmo com as lutas circunscritas à reivindicação econômica, a mobilização dessas categorias no segundo semestre pode ser, no contexto de uma eleição decisiva, um fator decisivo para derrotar o fascismo e a extrema-direita. Longe de trazerem algum inconveniente às eleições, ao contrário, cumprirão importante papel para garantir uma vitória eleitoral das forças populares capaz de deter as ameaças imperialistas de Trump o Brasil.

A mobilização dessas categorias, somada à votação ainda em setembro pelo plenário do Senado da PEC do fim da escala 6 x 1, pode abrir uma conjuntura política favorável ao povo. O fim da escala 6 x 1, com redução da jornada para 40 horas semanais sem a redução dos salários, representa uma das maiores conquistas da história da classe trabalhadora brasileira. Ela pode ser comparada à conquista do 13º salário, em 1962, e à conquista dos direitos consagrados na CLT às trabalhadoras domésticas, em 2015.

Para garantir a votação da PEC do fim da escala 6 x 1 ainda em setembro será preciso aumentar a pressão popular e as mobilizações. Elas foram fundamentais para garantir a aprovação da PEC quase por unanimidade na Câmara dos Deputados. Para impedir sua votação e aprovação pelo Senado, a extrema-direita fascista e seu candidato presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), prometem barrar o andamento da matéria. Por isso as mobilizações ainda se tornam importantes.

No atual contexto podemos estar assistindo uma alteração na conjuntura política, com uma correlação mais favorável ao povo e à classe trabalhadora. Uma derrota da ameaça fascista e imperialista, nas ruas e nas urnas, abre uma nova conjuntura política. Efetivar essa mudança exige, do conjunto da esquerda e das direções sindicais, colocar o povo em movimento. As campanhas salarias no segundo semestre e mobilizações populares para garantir a aprovação pelo Senado do fim da escala 6 x 1 são movimentos essenciais.

Liga Comunista Brasileira – LCB

26 de agosto de 2026