O CAPITAL: 159 ANOS DE UMA OBRA INSUPERÁVEL
Há 159 anos, em 14 de setembro de 1867, era publicada em Hamburgo, na Alemanha, a primeira edição de O Capital, Crítica da Economia Política, de Karl Marx. A obra de Marx é a mais densa e completa crítica ao modo de produção capitalista.
Na obra se condensa todo o processo de exploração da classe trabalhadora pela extração da mais-valia, o processo de circulação do capital em suas diferentes frações e sua reprodução ampliada. O texto ainda aborda o movimento histórico de acumulação do capital, que para Marx se fez com a expropriação dos pequenos camponeses na Inglaterra, com a escravização de milhões de africanos e com o massacre dos povos indígenas no continente americano.
Em O Capital, pela primeira vez, a crítica ao capitalismo se fez pelo estudo sistemático e científico de seu funcionamento e não por uma crítica moralista, como era de praxe entre os socialistas utópicos e reformadores sociais.
No Brasil, a primeira edição completa da obra aconteceu 101 anos depois, em 1968. A primazia da publicação coube à editora Civilização Brasileira, com tradução de Reginaldo Sant’Anna diretamente do alemão.
Antes, conheciam-se traduções indiretas ou de fragmentos da obra feitas pela Editorial Vitória, dirigida pelo PCB. Apesar de incompleta e feita a partir de edições russas e francesas, a iniciativa foi fundamental na popularização de conceitos essenciais do pensamento econômico de Marx.
A partir da década de 1970, seguindo o movimento de abertura política, outras edições se seguiram. A mais conhecida, e talvez a mais comercializada até então, foi a edição publicada pela Nova Cultural, no âmbito da coleção Os Economistas, com ótima apresentação de Jacob Gorender. A tradução coube a Régis Barbosa e Flávio R. Kothe.
A mais recente edição coube à editora Boitempo, publicado em três volumes e com tradução direta do original alemão.
Liga Comunista Brasileira – LCB
18 de setembro de 2026