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CORRIGIR O RUMO PARA DERROTAR A EXTREMA-DIREITA

O caso Master põe a nu a natureza das classes dominantes brasileiras. De uma iniciativa de pastores e fiéis da Igreja Lagoinha a um banco em ascensão, capaz de colocar o sistema financeiro em risco, a trajetória do Master é emblemática. O dono do banco e seus sócios enredaram políticos do chamado Centrão, ministros de tribunais superiores, governadores de estado, dirigentes do Banco Central, além de manter fortes conexões com o crime organizado e com falsos líderes religiosos.

Nada diferente da carreira de outros bancos e banqueiros, como o BTG. O que difere é a velocidade de seu crescimento e o fato de ter surgido e se desenvolvido no período do governo passado, sob os auspícios do então presidente do Banco Central.

O caso Master revela o já sabido. Que a burguesia brasileira é corrupta, vive da acumulação financeira e da pilhagem dos recursos do Estado e do território do país. Essa mesma burguesia não admite nenhuma concessão. Vide a dificuldade de se aprovar o fim da escala 6×1. É aliada ao imperialismo, na sua face trumpista, inclusive. Os editoriais da grande imprensa na questão internacional são evidentes por si.

Os mais de três anos de bom mocismo do ministério da fazenda, com uma política sob medida para agradar o mercado, não acalmaram a sanha da classe dominante. Rapidamente, mídia, a fauna da Faria Lima e políticos do Centrão cerraram fileiras com a candidatura do filho ungido.

A classe dominante quer mais. Não basta arcabouço fiscal, juros estratosféricos, privatizações da maioria das estatais. Querem as verbas da saúde e educação, os fundos previdenciários e a privatização do que sobrou, a começar pela Petrobras. Nenhuma legislação que proteja o trabalho. Nenhum direito social.

As pesquisas eleitorais e o quadro de forças na sociedade expõem os limites da conciliação. O preço virá em outubro de 2026. A política de redução do Estado, de desregulamentação da atividade econômica e de contrarreformas sociais fragilizaram a capacidade do governo de intervir na atividade econômica e de proteger a economia popular.

O caso dos combustíveis é emblemático. Esperamos que as movimentações parlamentares pela reestatização da BR Distribuidora sejam verdadeiras. Pode ser um bom começo. E não há espaço para se tergiversar na questão da escala 6×1. A classe trabalhadora não pode esperar. As mobilizações por direitos e conquistas devem se intensificar. A força popular nas ruas é a chave para qualquer vitória, inclusive eleitoral.

Liga Comunista Brasileira – LCB

18 de março de 2026