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HOLOCAUSTO PAULISTA: O GENOCÍDIO DOS KAINGANG SOB O MITO DA PAULISTANIDADE.

O livro Holocausto Paulista: o genocídio dos Kaingang sob o mito da paulistanidade, de autoria de Leonardo Sacramento, aborda como a elite paulista construiu uma teoria racial que justificou e naturalizou um genocídio entre os atuais municípios de Bauru a Presidente Prudente, no começo do século XX.

De pouco conhecimento do público, pois a história oficial exalta a “modernidade” paulista, o genocídio foi uma obra de fazendeiros, Estrada de Ferro Noroeste e Secretaria de Agricultura do estado de São Paulo, com amplo apoio logístico do Estado, controlado pelas famílias.

O livro demonstra a existência de legislação, com autorização e inimputabilidade de matar indígenas classificados como “inimigos da civilização”, e de uma teoria racial que legitimou o genocídio. Essa teoria racial faz parte do que se pode chamar de mito da paulistanidade, ideologia que deposita na elite paulista superioridade histórica, política e racial sobre outras regiões e “brasileiros”. 

Na visão da classe dominante, São Paulo não poderia permitir o domínio de territórios habitados por não paulistas, devendo construir um “espaço vital” da “civilização europeia”. Afinal, como se apresentar como a elite que guiaria o país se não controlava o próprio território?

Essa teoria subsiste hoje com a ideia de que os paulistas seriam superiores e fadados a comandar o Brasil e os brasileiros, sobretudo nordestinos, considerados inferiores por ter ascendência africana e tapuia, ao contrário dos paulistas, que propagaram a falsa ideia de que seriam descendentes exclusivamente de brancos e tupis, indígenas classificados pela teoria racial da época como superiores.

Foi nesse momento que se criou o bandeirantismo, movimento político que sintetizaria a superioridade racial dos paulistas (brancos), plasmado no passado, o que provaria a predestinação do estado sobre os demais. Dessa forma, não é possível desvincular a acumulação de capitais da burguesia paulista das chacinas e da violência institucionalizada.

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