MOBILIZAR O POVO PARA DERROTAR A AMEAÇA IMPERIALISTA DE TRUMP
O imperialismo estadunidense assume sua face mais agressiva e belicista. O ataque ao Irã, com direito a bombardeios deliberados a alvos civis, não deixa dúvidas.
Documentos recentes do Pentágono, como a Estratégia de Segurança Nacional e a Estratégia Nacional de Defesa, mostram o que o governo Trump pretende com a América Latina. Tais documentos deixam escancarado as pretensões estadunidenses. O imperialismo sempre tratou a América Latina como seu quintal, sejam as administrações democratas ou republicanas.
Os EUA exigem obediência total e absoluta, o que implica em proibição de relações econômicas fora do espaço de influência estadunidense e um alinhamento em política externa absoluto. Nesse fim de semana, o Comando Sul do Pentágono e a Casa Branca realizaram reuniões de alinhamento estratégico e militar. Participaram das reuniões Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Trinidad Tobago, Costa Rica, Bahamas, Jamaica e Guatemala. O recado foi claro: combate ao narcotráfico com força militar, sob coordenação do Comando Sul do Pentágono.
Em paralelo, o senado paraguaio aprova a presença permanente de tropas dos EUA em seu território. No Equador, o governo Noboa declara o corpo diplomático cubano persona non grata, sem motivo e sem provocação anterior.
O próximo passo é declarar organizações criminosas do Brasil como narcoterroristas. Essa declaração, ao contrário de facilitar o combate ao crime, abre espaço para a intervenção militar estadunidense em território brasileiro. Bastam acusações vagas para que as Forças Armadas dos EUA matem pessoas sem julgamento ou acusação formal.
Essa declaração de narcoterrorismo é o suficiente para que a Casa Branca e o Departamento de Estado busquem influenciar as eleições em 2026. A família Bolsonaro já verbalizou ameaças de intervenção militar do imperialismo.
A soberania e as condições de vida do nosso povo estão em jogo. E não podemos contar com a burguesia brasileira, que anseia pela intromissão do imperialismo, mesmo em contradição com os principais parceiros econômicos, como a China.
A classe trabalhadora e o povo brasileiro devem estar em alerta. O país vive ameaças concretas. Só a classe trabalhadora e o povo são capazes de defender a integridade nacional.
Liga Comunista Brasileira – LCB
11 de março de 2026