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O sorteio da Copa do Mundo FIFA™ 2026: a crise é sobretudo estética

Por Jefferson Ferreira do Nascimento*

Há quem classifique patética a subserviência demonstrada por Gianni Infantino a Donald Trump durante o sorteio da Copa do Mundo 2026. Com muita artificialidade, Infantino tentou encenar um Mestre de Cerimônia. O constrangimento atingiu patamares mais elevados na entrega do primeiro Prêmio da Paz da FIFA para Trump. O egocêntrico presidente estadunidense, sem o desejado Nobel da Paz (por enquanto), teve sua consolação. Patético pode até ser uma boa definição. Embora a forma possa surpreender, ela é um sinal dos tempos cujo conteúdo não é novo.

Ora, como assim?”

Desde, pelo menos, a presidência de João Havelange, a FIFA reforçou a sua atuação política. Havelange desenvolveu uma refinada habilidade de articulação política com a experiência adquirida no Conselho Nacional de Desportos (CND) e na Confederação Brasileira de Desportos (CBD), tendo passado por diferentes contextos (ditaduras e democracia) e dialogado com diferentes presidentes: Vargas ainda no CND; Juscelino Kubitschek, João Goulart e diferentes déspotas da Ditadura Civil-Militar na CBD. Com essa base, Havelange trilhou seu caminho estabelecendo relações políticas na Ásia, na África e na América Latina. Incluindo aí, boa interlocução com ditadores e autocratas.

Historicamente, segundo o professor Luiz Carlos Ribeiro, atores do futebol sempre buscaram dissimular o caráter político das suas entidades “[…] para se legitimar como prática social”. Ao mesmo tempo, o “[…] campo político negou o futebol como um fenômeno político”.i Em entrevista durante a minha pesquisa de doutorado, Juca Kfouri disse:

Esse discurso de que esporte e política não se misturam, futebol e política não se misturam, é uma balela para fazer o pior tipo de política que existe. O senhor João Havelange fazia esta pregação: “sou presidente da FIFA, uma entidade apartidária, suprapartidária, que só se preocupa com o futebol e isso é tão verdade que, por causa disto, temos mais filiados do que a própria ONU.” Com isto, João Havelange praticou sempre o pior tipo de política possível. Andou de braços dados com ditadores da África, com ditadores da América do Sul, fez uma Copa do Mundo na Argentina sob a ditadura Vilela, cuja final foi disputada no Estádio Monumental de Núñez, a 500 m da prisão da Escola da Marinha, onde se torturava e matava presos políticos. Dizer que isto é uma maneira apolítica de agir é uma mentira, não tem outro nome, é um engodo, é uma fraude, não é? Todo e qualquer regime, Jefferson. Isto, para mim, faz uma diferença — não são apenas os regimes autoritários que se utilizam das vitórias esportivas.ii

Sob Havelange, a FIFA ampliou sua influência e capilarizou seu poder. No início desse caminho, havia a Ditadura das Juntas Militares Argentinas, chefiada pelo general Jorge Rafael Videla.

 

Da Copa de 1978 a Copa de 1994: política e negócios a todo vapor

No fim de 1976, a Anistia Internacional contabilizava 15 execuções diárias, majoritariamente de jovens com sinais de tortura.i Pelo mundo, jornalistas, ativistas, políticos e cidadãos denunciavam os sequestros, as execuções, o desaparecimento de pessoas e clamavam pelo respeito aos direitos humanos. Videla respondia “Los argentinos somos derechos y humanos” e a FIFA se animava:

Entre os muitos documentos, há uma carta do então chefe de Relações Públicas da Fifa, Renné Courtes, a um jornalista argentino de maio de 1976, dois meses após o golpe de Estado: “Vamos ver como mudam as coisas na Argentina. Aqui na Fifa nós temos o pressentimento geral de que, com a mudança para o governo militar, as coisas serão mais fáceis para a Fifa do que antes” (Arquivo Fifa, tradução livre).ii

Henry Kissinger, Secretário de Estado dos Estados Unidos da América (1973-77) nos governos dos republicanos Richard Nixon (1973-74) e Gerald Ford (1974-77), respaldou o evento. Kissinger foi premiado com o Nobel da Paz em 1973, apesar de apoiar a ditadura civil-militar argentina e ser um dos mentores da Operação Condor. Além disso, há acusações de que partiu dele o sinal verde para os golpes militares no Chile e no Uruguai. Alemão de nascimento, Kissinger gostava de futebol. Ele já havia acompanhado jogos da Copa de 1974 junto a Havelange, foi um dos articuladores da ida de Pelé ao New York Cosmos, visando popularizar o soccer; e, além do apoio durante toda a preparação, esteve pessoalmente na Copa de 1978. Há quem diga que Kissinger acompanhou Videla na polêmica visita ao vestiário da Seleção Peruana antes da goleada de 6×0 sofrida contra a Argentina.iii Outro fato aumentou a polêmica antes da bola rolar nesse jogo: a FIFA, presidida por Havelange, alterou a tabela mudando a partida para depois de Brasil 3 x 1 Polônia. Com isso, os argentinos entraram em campo sabendo que precisavam vencer por 4 gols de diferença. Fizeram 6, foram à final e faturaram o título.

Havelange tinha muito a comemorar. Desde a “bela amizade” com o Almirante Carlos Alberto Lacostei, chefe do Ente Autárquico do Mundial 1978 (responsável pelos recursos para a organização), até os resultados econômicos.

i Lacoste foi processado por enriquecimento ilícito. Seu patrimônio teria crescido 443% entre 1977 e 1979. O processo incluía a investigação sobre o recebimento de US$ 500 mil em propinas da FIFA, mas Havelange testemunhou, afirmando ter emprestado pessoalmente este valor. Lacoste também se tornou um dos vice-presidentes da Fifa, nomeado por Havelange. Em 1994, a revista Playboy publicou uma reportagem com documentos que vinculavam os sócios Havelange e Lacoste ao tráfico de armas. 

Na sua primeira Copa, firmou o compromisso de mundialização do futebol, aumentando o número de seleções filiadas à FIFA e o investimento para o desenvolvimento do futebol na África, América Central e do Norte, na Ásia e Oceania. O financiamento viria da própria Copa de 1978, que marcou o início de uma nova forma de negociação das cotas de patrocínio: os contratos eram firmados diretamente com a FIFA e não mais com os comitês organizadores locais. Os primeiros parceiros nesses moldes foram a Coca-Cola e a Adidas. Atraída pelo maior alcance da transmissão, sobretudo televisiva, a Coca-Cola pagou entre US$ 8 e 12 milhões: em valores atuais, algo entre US$ 40 e 60 milhões.i Anos depois, em 1994, Havelange levou a Copa do Mundo de soccer à terra do basquete, do beisebol, do futebol americano e… de Kissinger. (Ironicamente, deste país saiu a operação que implodiu a base política construída pelo brasileiro na FIFA, dezessete anos após sua saída da presidência e um ano antes de seu falecimento.)

A crise é sobretudo estética

Gianni Infantino assumiu a FIFA em 2016. Na primeira escolha de sede de sua gestão, a Copa voltou à América do Norte. Principalmente, aos EUA, que terá 11 sedes e receberá 78 jogos (México terá 3 sedes e Canadá 2; receberão 13 jogos cada). Também foi nos EUA o primeiro “SuperMundial” de Clubes (2025). Mas não é só a FIFA, a Conmebol mandou para lá a Copa América Centenário (2016) e a Copa América de 2024, além de discutir uma final da Copa Libertadores da América por lá. Hoje, muita coisa no futebol aponta para a América do Norte, mais precisamente para os Estados Unidos da América.

E é aí que a falta de memória pode trair, levando à conclusão de que o sorteio da Copa do Mundo de 2026 marcaria algo inédito no futebol. Fazem sentido apontamentos do tipo: “Havelange jamais seria subserviente desse jeito”, “Blatter também não”. Mas, o padrão Trump de fazer política também é pouco provável que tivesse lugar outrora. A crise que hoje salta aos olhos não resulta de um recente abandono da ética, nem é feita de novos ingredientes; é sobretudo uma crise estética na FIFA, nos republicanos e nos diversos representantes nacionais dessa nova direita.

Fazer política, dentre outros, demanda a capacidade de interpretar as circunstâncias (para continuar ou mudar os rumos). Havelange soube recuar quando aceitou a Comissão Selecionadora Nacional (Cosena) ou quando entregou a delegação da Seleção Brasileira da Copa de 1970 aos militares. Sua forma altiva não revela inteiramente o conteúdo. Avanços e recuos estratégicos foram necessários. Do mesmo modo, o estilo pastelão de Gianni Infantino não deve ser lido apenas como uma torpe submissão. Infantino sabe que há contas a pagar e sabe que agora ocupa a presidência dos EUA alguém que adora sinais de sujeição.

Jamais esqueça que os dirigentes de futebol possuem agência e interesses. Mais que isso: representam e encabeçam interesses organizados. Portanto, é ingênua a ideia de que o futebol apenas serve e se dobra às lideranças político-estatais. Então, qual é a dívida de Infantino?

O FIFAGate, que o levou ao poder, foi conduzido pelo Departamento de Justiça dos EUA com base no princípio da extraterritorialidade, com investigações realizadas pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) e pelo Internal Revenue Service (IRS). A operação ganhou as manchetes em 27 de maio de 2015, no Hotel Baur au Lac, onde a FIFA realizava o seu 65° Congresso. Naquele dia, sete funcionários da FIFA foram presos. Além deles, ocorreram prisões simultâneas na sede da Concacaf, em Miami.i Novas prisões de pessoas ligadas à FIFA ocorreram no mesmo hotel, em dezembro do mesmo ano; além de prisões na Austrália, Colômbia, Costa Rica, Alemanha e em outros locais na Suíça. Na Conmebol, foram investigados e caíram o uruguaio Eugenio Figueiredo (preso) e o paraguaio Nicolás Leóz (indiciado). Na Concacaf, já havia sido preso, em 2013, o ex-presidente Jack Warner e foi preso no FIFAGate o então presidente Jeffrey Webb. Ricardo Teixeira e João Havelange já eram acusados desde 2013 e José Maria Marin virou alvo da operação. O FIFAGate implodiu a base política construída a partir da longa gestão de Havelange.

Infantino foi Secretário-Geral de Joseph Blatter, entre 2009 e 2016, cargo que o cacifava para a presidência mesmo antes de agências dos EUA agirem como polícia do mundo. Entretanto, a implosão do alto escalão anterior deu a ele, internamente, mais autonomia para montar a sua própria base. Por isso, teve condições para comprar brigas com a UEFA e seus principais clubes. Especialmente, após as investigações sobre corrupção envolvendo Michel Platini (ex-presidente da entidade) e Joseph Blatter. Porém, essa autonomia interna tem um custo político alto a ser pago externamente. Esse pagamento não é “só” pela gratidão às operações extraterritoriais conduzidas por autoridades estadunidenses.

Em 2024, segundo Irlan Simões e Jonathan Ferreira, as redes multi-clubes com capital estadunidense já possuíam 77 clubes, maior do que as redes de todos os países europeus somados (63) e maior do que as redes de capital asiático (48), que incluem as redes de fundos soberanos de países do Oriente Médio. Além disso, o relatório das redes multi-clubes indicava a tendência de expansão dessas redes.i Isto é, o capital estadunidense avança sobre o futebol. Por um lado, esses interesses precisam ser protegidos. Por outro lado, o compromisso com esse capital dá força para contrariar interesses imediatos de clubes tradicionais da UEFA, como Barcelona, Real Madrid, etc. O que vimos no veto à Superliga Europeia e na manutenção do “SuperMundial” de Clubes, contrariando a UEFA e clubes europeus poderosos.

Infantino, em resumo, tem nos Estados Unidos a origem da legitimidade e da força de sua base política na FIFA, com empenho especial de algumas confederações, como Conmebol e Concacaf. Outrossim, conta com o avanço do capital estadunidense sobre o futebol mundial, em especial europeu. Veja, a forma é diferente: enquanto o equilíbrio de Infantino se concentra na política e no dólar yankee, Havelange apostou na capilaridade, tendo sua força política no aumento dos membros e nos investimentos para desenvolver o futebol para além da América do Sul e da Europa. A via Havelange se esgotou, há pouco o que incluir na FIFA – apesar do inchaço na Copa do Mundo a partir de 2026. Infantino mudou a forma para resguardar o imenso patrimônio financeiro e político da FIFA e se consolidar como liderança legítima dessa poderosa entidade.

Mudar muito na forma, para preservar a essência!

Como a fonte de legitimidade é distinta, a forma de agir mudou. Infantino precisa – vez ou outra – diversificar estratégias conforme ocorre a alternância de poder nos EUA. Isso implica em, até mesmo, completar as negociações mais substanciais com prêmios, comendas e puxa-saquismos, quando a autoridade do turno assim demandar. Patético, pode ser a impressão de quem vê, mas deu resultados. Imediatamente, Trump retribuiu: elogiou Pelé e lembrou do Cosmos (consciente ou não, era quase uma ode aos esforços de Kissinger, o vencedor do sonhado Nobel da Paz), se mostrou feliz ao dançar YMCA e reconheceu que, em vez de soccer, o nome mais adequado seria football. Posição simbolicamente forte, uma vez que uma das estrelas do sorteio era, nada mais, nada menos, que Tom Brady.

Infantino não é tolo. Sabe da alta rejeição ao governo Trump e das controvérsias internacionais sobre as posições e instabilidades do republicano. A massagem no ego tem o objetivo de firmar compromissos sólidos para garantir que a Copa de 2026 seja bem-sucedida. Afinal, não se pode arriscar um evento que envolve uma plateia de bilhões de pessoas e o movimento de bilhões de dólares. (A FIFA espera atingir mais de 6 bilhões de pessoas e faturar mais que no Qatar em 2022, onde faturou US$ 7,5 bilhões e lucrou cerca de US$ 1 bilhão.) Trump, por sua vez, não é irracional. Busco em Juca Kfouri uma possível análise que serve para pensar o interesse do republicano:

Jefferson, eu tenho uma teoria, que é apenas uma teoria, tá? Mas que, de alguma maneira, eu vi se consubstanciar na minha frente […] Eu advogo a tese de que o futebol no Brasil se mantém com essa estrutura arcaica, não democrática, essa superestrutura reacionária, corrupta, muito em função do poder de sedução que o futebol tem […] não abstraia este poder de sedução que o futebol tem. Principalmente para quem gosta de futebol.i

Juca enumerou uma série de exemplos que ilustram sua teoria. Claro, ele falava do Brasil. Mas, o poder de sedução do futebol também se globaliza, assim como o esporte, e atua em dois flancos: politicamente, pode servir como relevante capital político ao seduzir quem gosta de futebol (neste caso, seja pelo gosto da autoridade política pelo esporte ou pela possibilidade de acessar uma base eleitoral e/ou econômica); economicamente, o futebol se tornou ao mesmo tempo um dos maiores mercados e um dos mais valiosos produtos transnacionais. Trump não pode abrir mão nem do elemento econômico, nem do simbólico: mais do que a Copa, 2026 será o ano das eleições intermediárias e elas ditarão os rumos da metade final do mandato do republicano.

Quem viu, escolha seus adjetivos para qualificar o evento de 05 de dezembro de 2025. Mas lembrem-se, o movimento real está no conteúdo (essência). E esse movimento real, com suas conexões e interações, possui uma lógica elaborada há décadas no futebol; especificamente na e pela FIFA. Logo, a natureza dessas relações é essencialmente a mesma há meio século ou mais. Além disso, como ocorre com outras pessoas e em outros campos da vida contemporânea, os dirigentes da FIFA também separaram, contrariando os filósofos gregos, estética e ética. A crise atual é estética na FIFA, nas federações, confederações, nos Estados Unidos, nos republicanos, em outros países e em grande parte da política mundial. Às vezes, é preciso parecer mudar muito para deixar tudo exatamente igual.

*Jefferson F. do Nascimento é Doutor em Ciência Política e professor no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – campus Sertãozinho.

NOTAS: 

Texto originalmente publicado em 12/12/2025: NASCIMENTO, Jefferson Ferreira do. O sorteio da Copa do Mundo FIFA™ 2026: a crise é sobretudo estética. Ludopédio, São Paulo, v. 198, n. 12, 2025. Disponível em: https://ludopedio.org.br/arquibancada/o-sorteio-da-copa-do-mundo-fifa-2026-a-crise-e-sobretudo-estetica/

RIBEIRO, Luiz Carlos. Futebol e Política. In: GIGLIO, Sérgio S. & PRONI, Marcelo W. (orgs.). O futebol nas ciências humanas no Brasil. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2020, pp.25-43.

Entrevista com Juca Kfouri. In: NASCIMENTO, Jefferson Ferreira do. A institucionalização de interesses organizados na agenda do Estado no Brasil e na Argentina em perspectiva comparada: o caso do futebol (1930-2020). 2022. Tese (Doutorado em Ciência Política) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2022. 

RAPOPORT, Mario. Historia Económica, Política y Social de la Argentina. Buenos Aires: Ediciones Macchi, 2003. p. 742.

MAGALHÃES, Lívia G. A Copa do Mundo da Ditadura ou da Resistência? Comemorações e disputas de memória da Argentina de 1978. Estudos Históricos, v. 32, n. 68, Rio de Janeiro, set.-dez. 2019, p. 679.

FREIXO, Adriano de. Henry Kissinger, a ditadura na Argentina e a Copa do Mundo de 1978. Ludopédio, São Paulo, v. 174, n. 9, 2023. Disponível em: https://ludopedio.org.br/arquibancada/henry-kissinger-a-ditadura-na-argentina-e-a-copa-do-mundo-de-1978/

Lacoste foi processado por enriquecimento ilícito. Seu patrimônio teria crescido 443% entre 1977 e 1979. O processo incluía a investigação sobre o recebimento de US$ 500 mil em propinas da FIFA, mas Havelange testemunhou, afirmando ter emprestado pessoalmente este valor. Lacoste também se tornou um dos vice-presidentes da Fifa, nomeado por Havelange. Em 1994, a revista Playboy publicou uma reportagem com documentos que vinculavam os sócios Havelange e Lacoste ao tráfico de armas. Ver mais em: https://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-37257-2004-06-26.html

NICOLAU NETTO, Michel; CAVALCANTE, Sávio. Futebol e Capitalismo Global: mercadorização do esporte e a formação de uma cultura neoliberal. In: GIGLIO, Sérgio S. & PRONI, Marcelo W. (orgs.). O futebol nas ciências humanas no Brasil. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2020, pp.232-254.

Ver mais em CHADE, Jamil. Política, Propina e Futebol. Editora Objetiva, 2015.

SIMÕES SANTOS, Irlan; FERREIRA, Jonathan. Redes Multi-Clubes do Futebol: Relatório do Observatório Social do Futebol N.2. Rio de Janeiro: FCS/UERJ, 2024. E-book. Disponível em: https://observatoriosocialfutebol.org/relatorio-redes-multi-clubes-do-futebol/.

Ver nota ii

Liga Comunista Brasileira

12 de dezembro de 2025