DERROTAR O GRANDE CAPITAL ASSOCIADO AO FASCISMO E AO CRIME ORGANIZADO
Na última semana, ações da Polícia Federal confirmaram o que já era sabido. O senador Ciro Nogueira agia como despachante do Banco Master. Em paralelo, aparece o saque que o governo Ibaneis promoveu no Banco Regional de Brasília, como a venda da financeira do banco, se não bastasse as negociatas com o mesmo Master.
Denúncias aparecem por todo o Brasil. Organização social que prestava serviços para o governo goiano acusada de lavar dinheiro para o crime organizado, o presidente do União como sócio oculto de instituições financeiras da Faria Lima, figuras da extrema-direita se acusando mutuamente de roubo, o ex-presidente do Banco Central fazendo lobby nacional e internacional para o Nubank. A lista parece interminável.
O fascismo é um empreendimento econômico. A desregulação promovida pelo sinistro da economia Paulo Guedes foi um salvo-conduto para a corrupção, para a ação do crime organizado e para o cometimento de crimes contra o consumidor e a saúde pública. Vide o recente caso dos detergentes.
O crime se apossou de diversas estruturas governamentais. A terceirização e a privatização possibilitaram a ampliação da atuação do crime organizado, que captura prefeituras e governos estaduais.
O discurso fascista e o chorume neoliberal servem de cobertura para o saque e para o roubo deslavado. É necessário reverter as privatizações e as terceirizações e o Estado assumir diretamente os serviços públicos. Da mesma maneira, mudar o papel das agências reguladoras, tipo Aneel, Anatel e ANP, frequentemente capturadas pelos agentes regulados.
É urgente, também, retomar o controle da política monetária, cambial e sobre o Banco Central, independente do povo e dependente dos maganos do mercado financeiro. Esses objetivos implicam na mudança do caráter do Estado, da sua composição de classe. Os políticos do Centrão e da extrema direita e os dirigentes do Banco Central e das agências reguladoras são representantes do grande capital.
Derrotar o grande capital é uma tarefa da classe trabalhadora, que vai além das disputas eleitorais.
Liga Comunista Brasileira – LCB
13 de maio de 2026