A Ideologia da “Internacional” Trotskista
Stálin na URSS
A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi formalmente fundada em 1922, sucedendo um período de severa devastação socioeconômica decorrente da Primeira Guerra Mundial, da Revolução de 1917 e da Guerra “Civil” Russa (que pouco teve de caráter civil nessa, haja vista intervenção militar direta de 15 potências estrangeiras) (Kenez, 1977; Figes, 1996). Apenas dois anos sob a liderança de um Lênin já limitado pelos seu problemas de saúde, sucedido fora o período de liderança de Joseph Stalin (1924 a 1953), no qual o Estado soviético inegavelmente impulsionou um processo acelerado de industrialização planejada e transformação social (Allen, 2003; Davies et al., 1994) onde, durante esse intervalo, as políticas públicas estatais e a campanha de erradicação do analfabetismo (Likbez) elevaram os índices de alfabetização da população de aproximadamente 30-40% na década de 1920 para cerca de 90% ao final da década de 1930 (Fitzpatrick, 1979; Brooks, 1985).
Simultaneamente, a expansão da infraestrutura hospitalar, sanitária e educacional resultou em uma redução significativa da mortalidade infantil e em um ganho contínuo na expectativa de vida, que saltou de cerca de 30 a 35 anos na década de 1920 para mais de 60 anos na década de 1950, (evidentemente, desconsiderando o pico atípico dos anos de guerra) (Andreev et al., 1993; Allen, 2003). O acesso ao ensino superior registrou crescimento expressivo, não só impulsionando avanços tecnológicos em espaços de tempo impensáveis de tão curtos, mas também destacando a inclusão feminina em áreas científicas e técnicas em proporções superiores às de outras nações industrializadas da época (Dodge, 1966; Lapidus, 1978). Do ponto de vista econômico, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e do setor industrial nas décadas de 1930 e 1940 indiscutivelmente consolidaram a URSS como uma superpotência global (Allen, 2003; Harrison, 1996). Nem mesmos os intelectuais que são contrários à Stálin, uma vez sendo honestos, podem negar seu papel histórico:
“Esses números dispensam comentários mais detalhados. Basta dizer que evidenciam a modernização agrícola, a urbanização e a industrialização, com o surgimento de uma classe operária nova e forte – e tudo isto com a destruição econômica e demográfica causada pela Segunda Guerra Mundial. Mais exatamente: se o período que vai da Revolução de Outubro à morte de Stálin (36 anos) subtraímos os anos de guerras (civil, contra o Japão, a Finlândia e a Alemanha: 9 anos), constatamos que a Rússia soviética viveu sua revolução industrial em 25 anos! E se levarmos em conta os períodos de atividade requeridos exclusivamente para a recuperação dos estragos ocasionados pelas guerras, este lapso temporal cai para 20 anos! Nenhum, absolutamente nenhum país do mundo realizou uma proeza dessa envergadura. Como o reconheceu Deutscher: “A essência da tarefa histórica de Stálin consistiu em que encontrou a Rússia trabalhando com arado de madeira e deixou-a equipada com centrais atômicas. Nenhuma grande nação ocidental efetuou a sua revolução industrial em lapso de tempo tão curto e com tão numerosos obstáculos”.” (NETTO, J.P. O que é Stalinismo, 1981 – grifo do autor)
No âmbito militar, o esforço de guerra soviético desempenhou um papel decisivo, essencial e vital na derrota da Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial. A URSS enfrentou a Operação Barbarossa em 1941 — a maior invasão terrestre da história — e venceu confrontos estratégicos centrais, como a decisiva Batalha de Moscou e a maior batalha da história, a Batalha de Stalingrado, sendo que cerca de 75% a 80% das perdas militares da Wehrmacht alemã ocorreram no Front Oriental (Glantz & House, 2015; Roberts, 2006; Overy, 1997). Esse feito demandou um custo demográfico estimado em 26,6 milhões de mortes soviéticas, entre civis e militares (Krivosheev, 1997; Ellman & Maksudov, 1994), em comparação com as perdas combinadas dos Estados Unidos e do Reino Unido, que somaram menos de 1 milhão de mortos (Ellis, 1993).
Marxismo-leninismo no Mundo
No período posterior à Segunda Guerra Mundial, a expansão do bloco socialista pela Europa Central e Oriental (como na Polônia, Tchecoslováquia, Bulgária, Romênia e Albânia) e por diversas nações da Ásia e América Latina (incluindo China, Coreia do Norte, Vietnã, Laos e Cuba) adotou, em grande medida, o arcabouço institucional, econômico e ideológico do marxismo-leninismo sintetizado durante o período stalinista na União Soviética (Service, 2007; Westad, 2005). Embora tenham ocorrido adaptações nacionais e rupturas importantes — destacando-se a cisma iugoslava de 1948 (Banac, 1988) —, o modelo de planejamento estatal e industrialização acelerada serviu como matriz para a reorganização dessas sociedades (Kornai, 1992; Hobsbawm, 1994).
Sob a égide dessas transformações estruturais, centenas de milhões de pessoas em escala global experimentaram melhorias expressivas em indicadores sociais e de qualidade física de vida (Cereseto & Waitzkin, 1986; Drèze & Sen, 1989). Campanhas estatais de alfabetização em massa e universalização do ensino primário reduziram drasticamente — e em vários casos praticamente erradicaram — o analfabetismo em países outrora eminentemente agrários, como a China pré-1949 e Cuba pós-1959 (Bhola, 1984; Lavely & Wong, 1998). Paralelamente, a expansão da infraestrutura sanitária, a vacinação em massa e a criação de sistemas de saúde públicos universais resultaram em quedas acentuadas na taxa de mortalidade infantil e no aumento da expectativa de vida em dezenas de anos (Drèze & Sen, 1989; World Bank, 1993).
Do ponto de vista econômico e educacional, o planejamento centralizado promoveu a rápida transição de economias agrárias para matrizes urbanas e industrializadas, acompanhada por investimentos significativos em transporte, energia e complexos técnico-científicos (Maddison, 2001; Bairoch, 1993). O acesso ao ensino superior expandiu-se vertiginosamente, destacando-se a inclusão e a integração sistemática das mulheres em áreas técnicas, científicas e no mercado de trabalho formal em proporções inéditas para a época (Whyte, 1984; Esping-Andersen, 1990). Ademais, a consolidação desse bloco geopolítico e a legislação trabalhista estatal soviética e socialista exerceram forte pressão sistêmica no cenário internacional, influenciando a expansão dos direitos trabalhistas e a consolidação dos estados de bem-estar social nas democracias ocidentais no pós-guerra (Therborn, 1995; Hobsbawm, 1994).
A historiografia e a ciência política contemporâneas apontam que a expansão dos direitos trabalhistas e a consolidação dos Estados de bem-estar social nas nações capitalistas ao longo do século XX foram fortemente condicionadas pelo “efeito de ameaça” (systemic threat effect) exercido pela existência da União Soviética e pelo avanço global dos movimentos comunistas (Hobsbawm, 1994; Przeworski, 1985; Therborn, 1983). Como forma de desmobilizar potenciais conflagrações revolucionárias e neutralizar a atração exercida pelo modelo socialista sobre o operariado, as elites políticas e econômicas ocidentais adotaram reformas sociais graduais e concessões trabalhistas como estratégia de preservação da ordem capitalista (Mazower, 1998; Eichengreen, 2007).
No cenário brasileiro, a instituição da legislação trabalhista durante a Era Vargas (1930–1945) insere-se nessa mesma lógica de cooptação estatal e contenção prévia da insurgência de esquerda (Gomes, 1988; Vianna, 1976). Longe de decorrer da benevolência individual do governante, a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a concessão de garantias operárias (como férias remuneradas e limites à jornada de trabalho) visavam tutelar o movimento sindical sob a estrutura corporativa do Estado, desidratando a influência de organizações de matriz comunista ou anarquista no meio urbano-industrial (Weffort, 1979; Fausto, 1997). Em perspectiva macro-histórica, portanto, o surgimento e a institucionalização dos direitos sociais e trabalhistas modernos estiveram diretamente vinculados à competição geopolítica e à pressão sistêmica desencadeada pelo bloco socialista no século XX (Hepple, 2005; Hobsbawm, 1994).
O Revisionismo Pós-Stálin
No decurso do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), em 1956, Nikita Khrushchev consolidou sua liderança política e promoveu uma reorientação doutrinária e estrutural no Estado soviético, desencadeando o processo conhecido como Destalinização (Taubman, 2003; Service, 2007). Historiadores e teóricos da tradição marxista-leninista clássica e antirrevisionista caracterizam esse período como uma ruptura estrutural e uma usurpação política do poder estipulada a partir da eliminação e depuração da liderança stalinista (Bettelheim, 1974; Hoxha, 1980).
A partir do relatório secreto e das diretrizes do XX Congresso, o estado soviético institucionalizou as teses da “coexistência pacífica” entre sistemas socioeconômicos antagônicos, da “transição pacífica ao socialismo” e da “emulação/competição econômica pacífica” com o capitalismo central (Khrushchev, 1956; Westad, 2005). A nova formulação estratégica e a subsequente Doutrina Brezhnev (“soberania limitada”) redefiniram a política externa e a atuação militar do Bloco Oriental (Gaddis, 2005; Kramer, 1998) e sob essa conjuntura ideológica e geopolítica pós-1956, a URSS e as forças do Pacto de Varsóvia realizaram intervenções e mobilizações militares diretas na esfera de influência socialista — destacando-se as intervenções na Hungria (1956) e na Tchecoslováquia (1968), as pressões políticas e movimentações de tropas na Polônia (em 1956 e 1980–1981), além da intervenção militar prolongada no Afeganistão a partir de 1979 (Judt, 2005; Westad, 2005).
Dizer que a vitória da URSS sob a Alemanha nazista aconteceu “apesar de Stálin” e graças a Trotsky por ter supostamente criado o Exército Vermelho é uma incongruência histórica que salta mais de 20 anos na história (1918 a 1941). Todavia, é ainda pior em termos de anacronia atribuir a dissolução da URSS à Stálin, visto que da sua morte à dissolução da URSS passaram-se quase 40 anos (1953 a 1991).
A Ideologia da “Internacional” Trotskista
A formulação teórica de Leon Trotsky sobre a “revolução permanente” sustenta que a construção do “socialismo em um só país” seria inviável a longo prazo em decorrência das pressões do mercado mundial e da dependência de uma expansão revolucionária internacional (Trotsky, 1930; Deutscher, 1954). Por isso repetem os trotskistas: “socialismo em um só país é igual a socialismo em nenhum país”, abertamente contrariando a historiografia e a economia política do período soviético, bem como ignorando abertamente todos os inquestionáveis e incontornáveis avanços não só da URSS, mas de praticamente todas as experiências marxista-leninistas, tal como incansavelmente faz a direita, que em coro com o trotskismo impõe apenas “tirania” e “ditadura” sob o líder soviético, mas fecha os olhos às centenas de milhões de pessoas outrora próximas à servidão que começaram a ter empregos, residências e até ensino superior. Ora, não seriam essas abordagens teleológicas ou até metafísicas por estabelecerem uma relação direta de causalidade entre as escolhas doutrinárias do período stalinista (1924–1953) e a dissolução da URSS, ocorrida quase quatro décadas após a morte de Stalin (Allen, 2003; Keeran & Kenny, 2004; Kotkin, 2001)?
Durante o período de liderança de Stalin, quando URSS passou por um processo acelerado de modernização, transicionando de uma economia agrária e de baixo índice de alfabetização para a condição de superpotência industrial, científica e militar (Allen, 2003; Davies & Wheatcroft, 2004) que abertamente fez frente à países imperialistas que só obteram Estado de Bem-Estar Social às suas populações mediante imperialismo e ultra exploração do Sul Global. Sob a perspectiva historiográfica revisionista, desconsiderar os quase 30 anos de expansão e consolidação estatal (1924–1953), bem como o hiato temporal de quase 40 anos entre 1953 e 1991, oculta as transformações políticas, as inflexões ideológicas e as reformas econômicas ocorridas nas gestões pós-stalinistas — de Khrushchev a Gorbachev —, as quais desempenharam papel central na crise e na subsequente desestruturação do Estado soviético (Cohen, 2004; Ellman & Kontorovich, 1998; Losurdo, 2008).
Ainda assim, teimosamente os críticos da historiografia trotskista adotam uma postura metodológica idealista e a-histórica ao desconsiderar as conquistas materiais concretas do “socialismo real” — tais como a erradicação do analfabetismo, a urbanização massiva, o acesso universal à habitação e o salto na expectativa de vida —, subordinando a avaliação de experiências históricas complexas a um modelo revolucionário abstrato (Losurdo, 2008; Parenti, 1997). Sob o ponto de vista da sociologia política, ressalta-se ainda o fato histórico de que as organizações alinhadas à IV Internacional não obtiveram sucesso na condução de processos revolucionários com tomada e sustentação do poder estatal (Callinicos, 1990; Hallas, 1979).
No campo historiográfico, observa-se o paradoxo narrativo de imputar a Joseph Stalin a responsabilidade centralizadora sobre as arbitrariedades e os erros do período soviético, enquanto se atribui as vitórias da industrialização acelerada — sintetizada na célebre fórmula do salto “do arado de madeira à era atômica” — e a vitória militar na Segunda Guerra Mundial a dinâmicas ocorridas “apesar” do comando estatal (Deutscher, 1949; Furr, 2011; Roberts, 2006). Resumidamente, para os trotskistas parecem ser todos os erros soviéticos culpa direta de Stálin, pois esse era um tirânico ditador que concentrava todos os poderes em suas mãos, porém tudo de benéfico que ocorreu na URSS, como os colossais e inegáveis avanços sociais bem como a vitória na Grande Guerra Patriótica contra o nazismo aconteceram “apesar” de Stálin – quanta arbitrariedade interpretativa! Paralelamente, a tese de que a política da III Internacional para a Alemanha facilitou a ascensão de Adolf Hitler em 1933, ainda que seja objeto de disputa teórica encabeçada pelo próprio Trotsky (Trotsky, 1931), por muitas vezes essa é incorporada por discursos de matriz conservadora e anticomunista dignas da astrologia de Olavo de Carvalho (2013) – e não se trata da primeira vez onde o trotskismo alinha-se perfeitamente ao discurso da direita.
Por fim, analistas das dinâmicas políticas contemporâneas apontam uma convergência tática de frações do trotskismo (como a Quarta Internacional e o PSTU no Brasil) com agendas alinhadas ao establishment liberal ocidental, evidenciada pela adesão ao movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016 sob a palavra de ordem “Fora Todos” e pelo alinhamento ao esforço de guerra do governo ucraniano no conflito contra a Federação Russa (Arcary, 2017; Mattos, 2017; Stronciwilk, 2021)
O Papel de Trotsky e de Stálin na História
Ora, não se faz cabível negar-se que no processo revolucionário de 1917, Leon Trotsky desempenhou um papel central como organizador do Comitê Militar Revolucionário — atuação que chegou a ser publicamente reconhecida pelo próprio Joseph Stalin em artigo comemorativo publicado no primeiro aniversário da revolução (Stalin, 1918; Deutscher, 1954) e também em obras posteriores. Ao mesmo tempo, não se pode ser esquecido que, durante 15 anos, Trotsky tivesse mantido frequentes divergências organizacionais contrárias aos bolcheviques e alinhamentos com os mencheviques em oposição a Vladimir Lenin (Service, 2009; Swain, 2006), sendo sua adesão formal ao partido em 1917 ocorrido às vésperas do levante armado.
Por sua vez, de maneira igualmente impossível de ser contornável, a liderança de Stalin (1924 a 1953) consiste na coexistência entre episódios de severa repressão política e um processo de desenvolvimento socioeconômico sem precedentes na história humana (Allen, 2003; Getty & Naumov, 1999). Entre 1924 e 1941, os Planos Quinquenais e a industrialização planejada promoveram um crescimento do setor produtivo e da infraestrutura pesada em ritmo nunca antes registrado na história econômica ocidental (Allen, 2003; Wheatcroft, Davies & Cooper, 1986), aliado ao hercúleo papel da URSS e da liderança militar do Comando Supremo de Stalin que é amplamente documentado como o fator determinante para a contenção da invasão alemã e a consequente derrota do nazifascismo na Segunda Guerra Mundial (Glantz & House, 2015; Overy, 1997; Roberts, 2006). Além disso, a historiografia econômica documenta que o progresso social e a expansão dos direitos trabalhistas e dos Estados de bem-estar social no Ocidente foram diretamente estimulados pelo “efeito de ameaça” geopolítica representado pela URSS (Esping-Andersen, 1990; Therborn, 1983).
A análise historiográfica baseada no materialismo científico histórico dialético sustenta que a desconsideração dos indicadores de bem-estar social alcançados pela União Soviética — como o combate à fome endêmica, a erradicação do analfabetismo e a elevação das condições materiais de vida de dezenas de milhões de pessoas — em favor de uma crítica puramente abstrata, dogmática e profundamente idealista contrapõe-se à epistemologia marxista (Cereseto & Waitzkin, 1986; Losurdo, 2008; Parenti, 1997). Sob a perspectiva da sociologia política, desqualificar as realizações concretas das experiências de “socialismo real” a partir do idealismo normativo de correntes autoproclamadas “revolucionárias” (que não obtiveram nenhum êxito revolucionário na história) desconsidera o primado das condições materiais de existência sobre a análise materialista e dialética da história (Hobsbawm, 1994; Parenti, 1997).
Conclusão
Sendo assim, notável faz-se o distanciamento ideológico trotskista entre sua formulação doutrinária idealizada e a ausência de experiências históricas em que tais organizações tenham exercido e sustentado o poder estatal de forma concreta (Callinicos, 1990; Parenti, 1997). Sob essa perspectiva, o moralismo analítico voltado à condenação dos erros e contradições dos sujeitos políticos que lideraram os planos quinquenais soviéticos e esforço de guerra soviético evidentemente subestima a dimensão objetiva da construção do socialismo, do aumento da qualidade de vida de centenas de milhões de pessoas e da vitória militar sobre a Alemanha Nazista (Glantz & House, 2015; Roberts, 2006).
Do ponto de vista da importância dos fatos históricos e da política internacional, uma eventual vitória do Eixo e a consolidação da ordem global sob a tutela de Hitler implicariam a expansão de uma hierarquia racial imperial geopolítica baseada na eugenia e na submissão violenta dos povos não-arianos (Mazower, 2008; Rosenberg, 1930). Conforme documentado nos planos de ocupação e colonização (como o Generalplan Ost), o projeto nazifascista previa a negação deliberada da educação formal, da alfabetização e dos direitos civis básicos às populações consideradas inferiorizadas no plano racial, visando à sua redução à condição de mão de obra servil ou ao seu descarte demográfico (Connelly, 1999; Kay, 2006). Traduzindo: se és um latino-americano e estás a ler isso agora, agradeça Stálin.
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Liga Comunista Brasileira – LCB
11 de agosto de 2026