Nós, homens pró-soviéticos, nós, mulheres pró-soviéticas
Escrito por Julio Díaz
Categoría: Actualidad*
Publicado: 04 Febrero 2017
Num ano cheio de análises sobre a Revolução de Outubro e a União Soviética, vai existir um vazio na mídia que só quem está de verdade na luta de classes vai conseguir preencher.
Ex-comunistas, social-democratas, revisionistas, libertários, trotskistas, liberais, acadêmicos “neutros”… todos vão dar opinião sobre Outubro e sobre o socialismo em um sexto do planeta. Todos vão apontar a data em que essa grande obra da classe trabalhadora e dos camponeses russos “fracassou” e virou uma experiência horrível. Vão usar todos os adjetivos: totalitário, burocrático, imperialista social…
Vão ressuscitar termos como Governo Provisório, Kerensky, marinheiros de Kronstadt, NEP, XX Congresso, gerontocracia. E vão misturar com os termos da mídia burguesa: burocracia, gulag, Katyn, Julgamentos de Moscou, Chernobyl. Tudo unido pela ideia do “que poderia ter sido”.
Mas esse texto não é pra eles. É pra nós. Pra quem é do PCPE.
Nós sempre fomos orgulhosamente pró-soviéticos. Porque a única forma coerente de ser comunista era se solidarizar com a União Soviética.
Viemos das melhores tradições do comunismo espanhol e da Terceira Internacional. Para nós, as conquistas da pátria de Lênin e o sangue dos 20 milhões de heróis da Grande Guerra Patriótica eram tão nossos quanto as lutas da classe trabalhadora espanhola e dos mais de 1 milhão de vítimas do fascismo.
Amávamos a União Soviética e éramos leais ao PCUS. Só assim era possível ser comunista na Espanha e enfrentar a traição do regime de Carrillo. Desde 1956, com a “reconciliação nacional”, Congresso após Congresso, eles devastaram o PCE e o levaram ao eurocomunismo e ao abandono do leninismo no IX Congresso.
Quem nós fomos:
- Militantes do PCPE desde janeiro de 1984, lutando pelo sindicalismo de classe nas http://CC.OO contra a burocracia eurocomunista
- Na luta contra as bases ianques e a OTAN, defendendo as propostas de paz da URSS e o Pacto de Varsóvia como garantia da paz
- Solidários com Cuba, Afeganistão, Palestina, Nicarágua Sandinista, POLISARIO e as guerrilhas da América Central
- Comprometidos com o movimento de bairro, feminista, ecológico, de pais e de aposentados. Tendo as conquistas sociais da URSS como referência
- Jovens dos CJC que explicavam nas escolas com orgulho a realidade da juventude soviética
Para nós palavras como mir – paz, drusba – amizade, tovarich – camarada, kalashnikov, Coros do Exército Vermelho, Politburo, Brejnev, Chernenko, Andropov significavam internacionalismo e a certeza de que íamos vencer o capitalismo.
Fomos nós que os tribunais burgueses proibiram de usar a sigla PC em 1986. Fomos nós que Julio Anguita disse que tinha “desaparecido” em 1989. E fomos nós que dissemos ao próprio PCUS que sua razão de ser não acabava com a dissolução da URSS.
Na autocrítica, reconhecemos que demoramos a denunciar publicamente a Perestroika contrarrevolucionária. Mas isso provou a solidez de um Partido internacionalista e enraizado na classe trabalhadora.
Por isso, no centenário de Outubro, declaramos: somos os únicos pró-soviéticos.
Somos os únicos que nunca dividimos o movimento comunista internacional. Somos os únicos que nunca deixamos de defender o socialismo e a URSS.
Essa é a nossa herança. Por isso a grande mídia vai nos silenciar de novo. Eles sabem que nossas palavras são a mesma semente que os bolcheviques plantaram em 1917.
Felizmente temos a UyL para explicar as grandes conquistas que a existência da URSS por mais de 70 anos representou para o povo soviético e para a humanidade.
Comentários sobre o texto de Celso Fernandes Prestes
O texto citado conta a história do PCPE e sua luta contra o Eurocomunismo e as teses de direita e esquerda anti-soviéticas, escrito há 9 anos no centenário da Grande Revolução Russa.
Essa linha era a mesma de Luiz Carlos Prestes: solidariedade à URSS e ao campo socialista, contra as mentiras dos narradores burgueses e os desvios esquerdistas anti-soviéticos.
Lembramos com saudades do glorioso Exército Vermelho Soviético e dos camaradas Brejnev, Chernenko e Andropov.
E como estamos em época de Copa, lembramos: em 1982 a Copa foi na Espanha. A fantástica seleção de Futebol Arte do Brasil teve seu primeiro grande adversário na União Soviética. Lembramos com saudade daquele time soviético, e do gol do ucraniano Andriy Bal que abriu o placar contra o Brasil. Só tomamos a virada depois com os gols de Éder e Falcão.
Logo depois os italianos aprenderam com os soviéticos como se ganha daquele time fantástico: disciplina, tática e coletividade.
Essa luta contra as teses anti-soviéticas era a luta dele e dos comunistas que estavam junto a ele, contra a linha traidora da direção do PCB e do eurocomunismo tropical de Giocondo Dias
Defendendo a URSS e o campo socialista até seus últimos minutos