O Imperialismo é Assassino e Cínico!
A notícia de que os Estados Unidos pretendem processar e condenar o ex-presidente de Cuba, comandante Raul Castro, é mais um episódio da desavergonhada política do imperialismo dos Estados Unidos contra a soberana ilha socialista de Cuba. Raul Castro é o último grande ícone vivo da heroica revolução que tomou o poder em Cuba em 1° de janeiro de 1959. É este sangue que o imperialismo ianque quer fazer verter diante do seu departamento de justiça, para saciar sua sanguinária capacidade de tentar esconder com mais violência seu declínio evidente.
Cuba não é um país violento, e muito menos um país terrorista. Muito ao contrário, Cuba é vítima, há 66 anos, de ações violentas praticadas contra seu território por toda sorte de traidores facínoras, que, vivendo livremente nos EUA, atacam as instituições, o governo e o próprio povo cubano com ações terroristas, financiadas e armadas dentro dos Estados Unidos, inclusive com apoio direto de instituições estadunidenses. E não são apenas cubanos traidores exilados em Miami que atacam Cuba! Também cidadãos naturais dos Estados Unidos participam ativa e diretamente nas operações. Foi assim desde o desembarque na Baia dos Porcos (Praia Girón), em 1961. O governo dos Estados Unidos estava apoiando de forma direta e decidida um ataque militar com vistas a destruir, de forma ilegítima, a nascente sociedade socialista. Cuba venceu novamente, com os comandantes Fidel e Raul Castro à frente das ações, em pleno combate.
Ao longo destas mais de seis décadas, foram centenas de ações terroristas tentadas contra Cuba. Em muitas delas, os assassinos tiveram êxito, como na instalação de duas bombas no Voo 455 da Cubana Aviação, em outubro de 1976, que matou 73 pessoas, incluindo 24 jovens da equipe de esgrima de Cuba. Também essa ação terrorista teve o apoio logístico e estrutural dentro do território estadunidense.
Cuba não tem feito mais do que se defender desde a década de 60 do século passado, contra o bloqueio ilegal e desumano praticado pelos Estados Unidos contra Cuba, contra ações terroristas planejadas dentro dos Estados Unidos, contra a ingerência política que insistentemente tenta desestabilizar a sociedade cubana… Esta última questão, o trabalho ilegal organizado desde os Estados Unidos para difundir desinformação e pânico em Cuba, é que enseja, pela tergiversação vil, a tentativa de ação penal contra Raul Castro.
Raul Castro era o comandante das forças armadas cubanas em 1996, quando, depois de reiterados avisos para pararem de despejar panfletos sobre Cuba usando aviões levantados de aeroportos dos Estados Unidos, as forças de defesa de Cuba derrubaram dois destes aviões. Dentre os agressores mortos, dois estadunidenses naturais, o que comprova a participação direta dos Estados Unidos nos ataques. Registro óbvio: Cuba era a vítima, e os Estados Unidos o agressor. Mas o departamento de justiça dos Estados Unidos, sob o governo fascista de Donald Trump, inverte a situação, e mente ao dizer que os aviões estavam em espaço aéreo internacional. Naturalmente, se não estivessem sobre o território cubano, não poderiam despejar panfletos em Cuba, e, em espaço aéreo internacional, não seriam atingidos pela defesa cubana. Foram atingidos porque estavam cometendo um crime contra a soberania cubana, sobrevoando ilegalmente o território cubano para ações de sabotagem contra a autodeterminação do povo cubano. Mas seria muito esperar um comportamento razoável por parte do imperialismo, ainda mais quando ele lança mão de sua carranca fascista para tentar manter sua aura de invencibilidade. Depois do bem sucedido no sequestro criminoso do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores, o imperialismo dos Estados Unidos passou pela humilhação de ter demonstrado sua impotência ao não conseguir mudar o regime político no Irã, prejudicando todos os aliados ocidentais e a própria população dos Estados Unidos. Os maiores e mais modernos porta-aviões dos EUA foram atingidos pelas forças de defesa do Irã, além de todas as bases norte-americanas no Oriente Médio. Isso diz muito sobre o fim do apogeu do imperialismo dos Estados Unidos.
Para tentar desviar a atenção da opinião pública interna, opinião majoritariamente crítica ao ataque (desnecessário) contra o Irã, a justiça dos Estados Unidos se ajoelha ao casuísmo fascista de Donald Trump, para tentar dar sobrevida à prepotência imperialista.
Essa ação penal ilegal tem o objetivo de justificar um ataque militar contra o território cubano para tentar sequestrar Raul Castro, assim como fizeram contra Nicolas Maduro. E por que Raul? Porque Raul é o símbolo vivo do ódio impotente de sucessivas gerações de traidores, facínoras, reacionários e fascistas inimigos da emancipação humana e da soberania dos povos.
A Liga Comunista Brasileira – LCB repudia veementemente mais essa agressão do imperialismo gringo contra o herói do povo cubano, Raul Castro. Estamos ao lado do povo cubano, em defesa da sua soberania e da sua Revolução Socialista!
Liga Comunista Brasileira – LCB
22 de maio de 2026