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SOBRE OS 137 ANOS DA FUNDAÇÃO DA SEGUNDA INTERNACIONAL: DA ORIGEM REVOLUCIONÁRIA À DERIVA REVISIONISTA

 Por Carlos Magnum

A EVOLUÇÃO DO SOCIALISMO E A NECESSIDADE DE COORDENAÇÃO INTERNACIONAL

A fundação da Segunda Internacional ocorreu em um momento de maturação qualitativa das forças produtivas e da consciência de classe na Europa. Friedrich Engels nos mostra, riqueza de detalhes, que o crescimento dos partidos operários nacionais exigia uma nova forma de associação internacional, ou internacionalista, que, embora respeitasse a autonomia local, mantivesse a unidade de princípios estabelecida no Manifesto de 1848. O centenário da Revolução Francesa serviu como o palco simbólico para que o proletariado se apresentasse como o único herdeiro das tarefas democráticas inacabadas pela burguesia. Segundo infere o camarada Engels, o movimento havia deixado de ser composto por pequenas seitas para tornar-se uma força capaz de fazer o mundo oficial vacilar.

Sobre o crescimento do movimento e a transição da Primeira para a Segunda Internacional, Friedrich Engels registrou em seu discurso de balanço histórico: “Apenas cinquenta anos se passaram desde que Marx e eu entramos no movimento ao publicarmos nossos primeiros artigos socialistas nos Deutsch-Französische Jahrbücher. Desde então, o socialismo se desenvolveu de pequenas seitas para um partido poderoso que faz todo o mundo oficial tremer. Marx está morto, mas se ele ainda estivesse vivo, não haveria um homem na Europa ou na América que pudesse olhar para trás com tal orgulho justificado sobre o trabalho de sua vida. Há outro aniversário a comemorar. O último congresso da Internacional foi em 1872. […] O proletariado nos vários países foi deixado para se organizar em suas próprias formas. Isso aconteceu, e a Internacional é agora muito mais forte do que a anterior.”[1]

A análise acima realizada por Engels demonstra que a força da Internacional em 1889 residia precisamente na sua base de massas, já que os trabalhadores haviam aprendido a utilizar as instituições burguesas como tribunas de agitação e propaganda. A tecnologia da organização proletária havia evoluído do centralismo rígido do Conselho Geral para uma federação de partidos soberanos e disciplinados pela ciência revolucionária. Engels demonstra que a vitória do socialismo era, naquele momento histórico, uma questão de cálculo matemático, dada a progressão constante dos votos socialistas na Alemanha e em outros centros industriais. E mensurando que anos mais tarde houve a revolução de outubro, o soviete húngaro e a Revolução na Mongólia, bem como a adesão de várias nações ao tratado da União a partir de 1922, Engels esteve correto.

1. A BATALHA TÁTICA CONTRA OS POSSIBILISTAS E A LIMPEZA DO CAMINHO

A preparação para o Congresso de 1889 foi marcada por uma luta política feroz entre as organizações marxistas e as correntes reformistas conhecidas como “Possibilistas”. Friedrich Engels, a partir de Londres, coordenou a resposta das vanguardas francesa e alemã para evitar que o congresso fosse capturado por elementos que buscavam a colaboração de classes e o “socialismo municipal”. Ele asseverava que a unidade operária só teria valor se fosse construída sobre a base do reconhecimento da luta de classes e da necessidade da conquista do poder político. A tática de Engels consistiu em desmascarar a intriga possibilista, forçando-os a rejeitar uma fusão em termos de igualdade, o que revelou o seu sectarismo perante as massas operárias inglesas e francesas.

A historiografia das obras completas detalha o papel decisivo da liderança marxista na convocação do evento: “O papel decisivo na convocação do congresso pertenceu às organizações marxistas, os partidos Social-Democrata Alemão e o Operário Francês, que atuaram sob a orientação de Engels. Oportunistas, majoritariamente possibilistas franceses […] apoiados pela Federação Social-Democrata Britânica, tentaram impedir a consolidação das forças marxistas revolucionárias e tentaram tomar a organização do congresso em suas mãos, mas em vão. O Congresso Operário Socialista Internacional, que ocorreu em Paris em julho de 1889, destacou a vitória dos marxistas. Isso abriu o caminho para uma nova associação proletária internacional, a Segunda Internacional.”[2]

Engels orientou Paul Lafargue a redigir a convocação de forma a atrair os “neófitos” do movimento sindical britânico, transformando o ato administrativo em um instrumento de educação política. Ele via na convocação marxista um “raio” que destruiria as pretensões dos sistematizadores de gabinete e dos burocratas sindicais. A vitória técnica da vanguarda foi confirmada pela presença massiva de delegados que representavam o trabalho vivo e a consciência socialista ativa de vinte nações. Portanto, a Internacional não nasceu de um compromisso diplomático, mas de uma ruptura clara com o oportunismo de direita.

2. O TRIUNFO ORGANIZACIONAL: O CONGRESSO DA SALA PETRELLE

O Congresso inaugurou suas sessões em 14 de julho de 1889, reunindo 393 delegados que simbolizavam a nova potência histórica do proletariado. Sob a direção de discípulos diretos de Marx, como August Bebel e Wilhelm Liebknecht, a assembleia definiu os pilares da estratégia operária para o fim do século XIX. Engels procurava demonstrar que o Congresso de Paris representava a maior realização da organização política, superando em alcance e sofisticação todas as tentativas anteriores de associação. As resoluções aprovadas eram mandatos para a luta política nacional e internacional, mais do que qualquer desejo abstrato.

Assim é possível descrever a composição e as metas fundamentais estabelecidas naquela data histórica: “O congresso abriu em 14 de julho de 1889, o centenário da queda da Bastilha. Foi assistido por 393 delegados representando quase todos os partidos operários e socialistas e organizações da época de 20 países europeus e americanos. […] O Congresso decidiu sobre a necessidade de fortalecer o movimento de massas da classe operária e estabelecer partidos socialistas para a luta política e a conquista do poder pelo proletariado. O Congresso declarou que o objetivo final do movimento operário era o socialismo e, apesar dos protestos anarquistas, resolveu lutar por uma jornada de trabalho de oito horas, salários mais altos, abolição dos pagamentos em mercadorias, etc.”[3]

Esta passagem prova que a Internacional de 1889 logrou esmagar o sectarismo anarquista, que se opunha à luta política e ao uso do parlamentarismo. Engels via nesta vitória a confirmação de que os princípios do socialismo científico haviam penetrado profundamente nas camadas mais avançadas da classe trabalhadora. A Internacional funcionava como um “telescópio e microscópio”, permitindo que os operários vissem tanto os detalhes da exploração fabril quanto as leis gerais que conduziam ao colapso do sistema capitalista. A união das vontades nacionais em uma ideia única de libertação transformou a teoria em uma força material invencível.

3. A CRIAÇÃO DO 1º DE MAIO E A SOLIDARIEDADE DE AÇÃO

A resolução mais avançada e duradoura do Congresso de 1889 foi a criação de um dia de manifestação simultânea e global. Engels identificou nesta medida a materialização do internacionalismo proletário, retirando-o da esfera das proclamações e inserindo-o na prática cotidiana do combate de classe. O 1º de Maio foi instituído como a ferramenta de agitação por excelência para a jornada de oito horas, unindo os operários de Chicago, Paris, Berlim e Viena em um único exército revolucionário. Esta decisão provou que o proletariado mundial já não era uma soma de fragmentos isolados, mas um corpo político coordenado pela ciência do marxismo. Em homenagem aos Martíris da classe operária de 1886 em chicago o primeiro de maio foi escolhido[4]. Engels documenta a origem e o impacto desta ferramenta de soberania proletária em geral: “Dia de Maio […] uma celebração internacional do Primeiro de Maio foi organizada para o ano seguinte em muitos países europeus, o que Engels também documenta. Estes eventos foram os primórdios da Segunda Internacional. […] Em memória dos eventos de 1886 em Chicago, o Congresso Internacional de Socialistas realizado em Paris em julho de 1889 resolveu proclamar o 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.” [5]

Esta conquista permitiu que a classe operária demonstrasse sua superioridade moral e técnica sobre a burguesia, organizando suspensões do trabalho em escala continental. Engels asseverava que o 1º de Maio era o herdeiro legítimo das tradições da Primeira Internacional e a prova de que o espírito de solidariedade não havia sido quebrado pela repressão. A celebração simultânea servia para escolarizar as massas na necessidade de uma ação centralizada contra o capital financeiro global. Assim, a Segunda Internacional transformou a agitação em uma tecnologia de pressão estatal sem precedentes na história humana.

SOB A PERSPECTIVA DE LÊNIN

Para Vladimir Lênin, o ano de 1889 marcou o início de uma nova época histórica para o movimento operário, caracterizada pela expansão massiva da consciência de classe e pela organização do proletariado em partidos políticos independentes. Lênin assegurava que o Congresso de Paris foi a materialização prática da tese de que a emancipação dos trabalhadores deve ser obra dos próprios trabalhadores, transformando o “socialismo”, agora, pela primeira vez na história, científico, em uma força material invencível. Ele identificava que, sob a orientação direta de Friedrich Engels, o movimento logrou unificar as vontades nacionais em uma estratégia internacionalista única, superando o isolamento que havia paralisado a Primeira Internacional após 1872. Sobre o crescimento fenomenal do socialismo e o orgulho revolucionário que fundamentou a nova associação, Lênin frequentemente referenciava a síntese histórica operada por Engels: “Apenas cinquenta anos se passaram desde que Marx e eu entramos no movimento ao publicarmos nossos primeiros artigos socialistas nos Deutsch-Französische Jahrbücher. Desde então, o socialismo se desenvolveu de pequenas seitas para um partido poderoso que faz todo o mundo oficial tremer. Marx está morto, mas se ele ainda estivesse vivo, não haveria um homem na Europa ou na América que pudesse olhar para trás com tal orgulho justificado sobre o trabalho de sua vida. Há outro aniversário a comemorar. O último congresso da Internacional foi em 1872. […] O proletariado nos vários países foi deixado para se organizar em suas próprias formas. Isso aconteceu, e a Internacional é agora muito mais forte do que a anterior.”[6]

Lênin argumentava que esta “força” mencionada por Engels residia na capacidade dos marxistas de se fundirem organicamente com a vida quotidiana do proletariado, utilizando as greves e a agitação econômica como a “escola de guerra” para a tomada do poder político. Para ele, o Congresso de 1889 provou que o marxismo deixara de ser uma “opinião” para se tornar a “ciência da vitória” dos explorados. A fundação da Segunda Internacional foi, portanto, a tecnologia de poder que permitiu ao trabalho vivo confrontar o capital financeiro em escala global pela primeira vez na história moderna.

1. O COMBATE AO POSSIBILISMO E A LIMPEZA DO CAMINHO REVOLUCIONÁRIO

A perspectiva de Lênin sobre a fundação da Internacional consubstanciava a necessidade da luta implacável contra o oportunismo de direita, personificado pelos “Possibilistas” franceses de Brousse. Lênin via na tática de Engels de 1889, a recusa em fundir-se com os reformistas em termos de compromisso de princípios, o modelo para sua própria luta contra os mencheviques e liquidacionistas. Ele garantia que a unidade operária sem clareza ideológica é uma “fraude burguesa” que serve apenas para desarmar a vanguarda. A vitória dos marxistas em Paris foi, para Lênin, o resultado de uma manobra técnica superior que expôs a vacuidade da “frase revolucionária” dos oportunistas.

A historiografia marxista-leninista registra o papel central da vanguarda na garantia da pureza do novo movimento:

“O papel decisivo na convocação do congresso pertenceu às organizações marxistas, os partidos Social-Democrata Alemão e o Operário Francês, que atuaram sob a orientação de Engels. Oportunistas, majoritariamente possibilistas franceses […] tentaram impedir a consolidação das forças marxistas revolucionárias e tentaram tomar a organização do congresso em suas mãos, mas em vão. O Congresso Operário Socialista Internacional, que ocorreu em Paris em julho de 1889, destacou a vitória dos marxistas. Isso abriu o caminho para uma nova associação proletária internacional, a Segunda Internacional.”[7]

Lênin identificava que a derrota dos possibilistas em 1889 foi o que permitiu à Internacional adotar um programa genuinamente socialista, focado na conquista do poder e na abolição do sistema salarial. Ele ridicularizava os “heróis da frase” que, como Trotski no futuro, tentariam reconciliar o irreconciliável, apontando que Engels nunca teve medo de uma cisão quando esta era necessária para preservar a integridade do partido. A lição de 14 de julho para Lênin era clara: a unidade real só é possível sob a hegemonia da ciência marxista e da disciplina proletária.

2. AS RESOLUÇÕES DE PARIS COMO FERRAMENTAS DE SOBERANIA PROLETÁRIA

Sob a ótica de Lênin, as resoluções aprovadas em 1889, como a jornada de oito horas e a criação do 1º de Maio, eram armas de agitação política destinadas a escolarizar as massas na luta contra o Estado burguês e não meras reivindicações econômicas. Ele via no 1º de Maio a materialização do internacionalismo proletário em ação, transformando uma data simbólica em um exercício de paralisação simultânea do sistema de exploração. Lênin garantia que o valor de um congresso se mede pela sua capacidade de ditar leis ao inimigo de classe através da força organizada da produção das classes trabalhadoras.

Podemos detalhar como estas decisões estruturaram a prática militante que Lênin herdaria anos mais tarde: “O congresso abriu em 14 de julho de 1889, o centenário da queda da Bastilha. […] O Congresso decidiu sobre a necessidade de fortalecer o movimento de massas da classe operária e estabelecer partidos socialistas para a luta política e a conquista do poder pelo proletariado. O Congresso declarou que o objetivo final do movimento operário era o socialismo e, apesar dos protestos anarquistas, resolveu lutar por uma jornada de trabalho de oito horas, salários mais altos, abolição dos pagamentos em mercadorias etc. […] Em memória dos eventos de 1886 em Chicago, o Congresso Internacional de Socialistas realizado em Paris em julho de 1889 resolveu proclamar o 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.”[8]

Lênin argumentava que a eficácia dessas medidas provou que a Internacional funcionava como o “Estado-Maior” da revolução mundial. Ele via na luta pelas oito horas o “elo principal” que unia o operário atrasado ao objetivo socialista final, removendo o véu da neutralidade estatal e forçando a burguesia a mostrar sua face repressora. Para o leninismo, o legado técnico de 1889 foi o domínio da arte de coordenar o “motor pequeno” da vanguarda com o “motor grande” das massas operárias mundiais.

3. O DESTINO REVISIONISTA E A RUPTURA NECESSÁRIA

Embora celebrasse a fundação da Internacional, Lênin era impiedoso ao analisar como os herdeiros de Engels, particularmente Kautsky, traíram o espírito de 1889 ao transformarem a organização em um mecanismo de colaboração de classes e social-chauvinismo, sobretudo, alemão. Ele comparava a trajetória da Segunda Internacional a um automóvel que partira de uma autoestrada magnífica para terminar em um lodaçal podre. Para Lênin, a traição de 1914 foi o resultado da acumulação de oportunistas que já eram combatidas por Engels desde a fundação. Sobre o declínio moral e político dos líderes que abandonaram o caminho de Marx e Engels, Lênin apresenta sua crítica definitiva:

“A transição do Cartismo para a servidão de Henderson à burguesia, ou a transição de Varlin para Renaudel, de Wilhelm Liebknecht e Bebel para Südekum, Scheidemann e Noske, só pode ser likened [comparada] a um automóvel passando de uma estrada suave que se estende por centenas de milhas para uma poça suja e fétida de alguns metros de comprimento nessa mesma estrada. […] O social-chauvinismo, sendo na realidade uma política operária nacional-liberal, um aliado da burguesia contra o proletariado dentro do movimento operário, é o resultado de toda uma época histórica de domínio do oportunismo. […] O ‘Centro’ — a tendência de Kautsky e outros — oscila entre os social-chauvinistas e os internacionalistas revolucionários, clamando por unidade com os primeiros e servindo, na prática, como o seu escudo diplomático perante os trabalhadores.”[9]

Lênin afirmava que o dever do revolucionário era desprezar a forma exterior da Segunda Internacional e construir uma nova associação baseada no derrotismo revolucionário e na ditadura do proletariado. Ele via na queda dos “princípios de 1889” a confirmação de que apenas o marxismo criativo, capaz de romper com o dogma do parlamentarismo puro, poderia levar a classe operária à vitória. Portanto, a história da Segunda Internacional, sob a ótica de Lênin, é a crônica de um nascimento glorioso sob Engels que foi sabotado por uma “doença”, a falta de gratidão e fidelidade aos princípios revolucionários.

STÁLIN E A SISTEMATIZAÇÃO DA DIVERGÊNCIA: PARTIDOS DE REFORMA VERSUS PARTIDOS DE AÇÃO

Joseph Stálin acrescentou à análise de Lênin uma caracterização tipológica profunda das organizações da Segunda Internacional, definindo-as como “máquinas eleitorais” orgânicas do sistema burguês. Enquanto Lênin focava na traição política individual e no social-chauvinismo durante a guerra, Stálin estendeu a crítica à estrutura interna e à função social desses partidos, demonstrando que eles eram incapazes de realizar a revolução porque sua própria arquitetura organizacional fora desenhada para a paz e para a colaboração legalista. Ele identificou que o legado da Segunda Internacional consistia em transformar o marxismo de um guia para a ação em um dogma de gabinete, onde as resoluções eram tomadas para serem arquivadas e não executadas.

Sobre a distinção entre o modelo da Segunda Internacional e o partido de novo tipo, Stálin apresenta a seguinte fundamentação em sua obra magistral de 1924:

“Na época da Segunda Internacional, o método de trabalho era puramente formal e dogmático. As resoluções eram tomadas, mas não eram seguidas por ações concretas; o objetivo era a propaganda e não a organização da luta. O partido da Segunda Internacional não era um instrumento de revolução, mas um instrumento de educação eleitoral da burguesia e das reformas parlamentares. […] O leninismo é a teoria e a tática da revolução proletária em geral, e a teoria e a tática da ditadura do proletariado em particular. A época da Segunda Internacional foi a época do desenvolvimento pacífico do capitalismo, quando as contradições não haviam chegado ao ponto de ruptura e quando o proletariado se preparava para a luta futura. Mas com a chegada do imperialismo, a fase do capitalismo de agonia, as contradições tornaram-se agudas e a revolução tornou-se uma questão de prática imediata. É por isso que o partido de novo tipo, o partido bolchevique, difere radicalmente do partido da Segunda Internacional. Este último era um partido de reformas, enquanto o primeiro é um partido de revolução social.”[10]

A inovação de Stalin reside na demonstração de que o “dogmatismo” da Segunda Internacional era funcional ao capital, pois imobilizava a vanguarda operária em um esquema de espera passiva pelo “desenvolvimento das forças produtivas”. Stálin acrescentou que o pecado capital dessas organizações foi a negação da hegemonia do proletariado na revolução democrático-burguesa, preferindo a cauda da burguesia liberal. Para Stálin, o estudo da Segunda Internacional serve como um lembrete técnico de que a clareza programática é inútil sem uma disciplina militar e uma organização capaz de operar tanto na legalidade quanto na clandestinidade.

1. O PROBLEMA CAMPESINO E A CRÍTICA AO “EUROCENTRISMO” DA SEGUNDA INTERNACIONAL

Outro acréscimo fundamental de Stálin e Mao Zedong refere-se à crítica do desprezo da Segunda Internacional pelas massas camponesas e pelos povos das colônias. Stálin identificou que os “heróis” da Segunda Internacional, como Kautsky e MacDonald, tratavam o campesinato como uma massa reacionária indiferenciada, o que condenava o proletariado ocidental ao isolamento, quase como lassaleanismo o fez. Ele asseverava que o leninismo resolveu este problema ao transformar o camponês de reserva da burguesia em aliado do proletariado, uma tese que ele fundamentou cruzando as experiências da Rússia e da China.

Sobre o fracasso da Segunda Internacional em compreender a base social da revolução mundial e a superioridade da tática bolchevique quanto ao campesinato, as o camarada Stalin registra:

Em suma: a Revolução de Outubro, a primeira entre todas as revoluções do mundo, colocou em primeiro plano a questão das camadas médias e, antes de tudo, a questão do campesinato, resolvendo-a de maneira vitoriosa, apesar de todas as “teorias” e lamentações dos heróis da II Internacional. Nisso reside o primeiro grande mérito da Revolução de Outubro, se é que, neste caso, cabe falar em mérito. […] Não tinha razão Lênin ao falar da “importância internacional do Poder Soviético e dos fundamentos da teoria e da tática bolcheviques”? (ver t. XXV, p. 171–172). Não é verdade que a questão do imperialismo, a questão da vitória do socialismo em um só país, a questão do papel do partido no sistema da ditadura do proletariado e a questão dos caminhos da construção do socialismo foram precisamente elaboradas por Lênin em combate ao oportunismo da Segunda Internacional? Sem a elaboração dessas questões fundamentais, seria inconcebível desenvolver a questão camponesa do ponto de vista da ditadura do proletariado. É nisso que consiste a essência do leninismo enquanto marxismo da época do imperialismo.[11]

Stálin acrescenta que o internacionalismo da Segunda Internacional era uma “mentira burguesa” porque se limitava às nações brancas e “civilizadas”, excluindo os povos de cor da Ásia e da África. Mao Zedong, por sua vez, elevou esta crítica ao patamar da estratégia militar, demonstrando que a “teoria da produtividade” da Segunda Internacional (que dizia que os países atrasados não podiam fazer revolução socialista) era uma arma do imperialismo japonês e ocidental. Mao asseverava que a vida real provou que a revolução pode triunfar no “elo mais fraco”, desde que se baseie na guerra popular e na mobilização camponesa, transformando o que a Segunda Internacional via como um “obstáculo” no motor principal da história.

2. MAO ZEDONG E A “RESTAURAÇÃO” DA SEGUNDA INTERNACIONAL (1956-1960)

A contribuição original de Mao Zedong, que não poderia ter sido dita por Lênin (que faleceu antes do amadurecimento do socialismo estatal) ou Engels, é a identificação de que o espírito da Segunda Internacional pode reencarnar-se no seio de um Estado socialista vitorioso. Mao identificou na “via parlamentar” e na “coexistência pacífica” propostas após o 20º Congresso do PCUS (1956) uma volta completa ao lodaçal revisionista de 1889-1914. Para Mao, os sucessores de Stálin na URSS estavam “jogando fora a espada de Lênin” e transformando o comunismo em uma variante do socialismo burguês da Segunda Internacional. Ao analisar o perigo da degeneração burocrática e a capitulação perante o imperialismo, Mao Zedong estabelece a diretriz de combate ao “neo-revisionismo”:

Atualmente, os dirigentes da União Soviética afirmam que é possível conquistar o poder de Estado pela via parlamentar, isto é, que já não seria necessário que todos os países tomassem a Revolução de Outubro como exemplo. Uma vez aberta essa porta, o leninismo é, em essência, abandonado. […] Quanto ao patrimônio teórico de vocês, o que possuem? Apenas Lênin e Stalin. Agora, porém, vocês abandonaram Stalin e, na prática, também abandonaram quase todo o legado de Lênin: arrancaram-lhe os pés, ou talvez tenham deixado apenas a cabeça, ou ainda lhe amputado uma das mãos. Nós, por nossa parte, continuamos firmes no estudo do marxismo-leninismo e na aprendizagem das lições da Revolução de Outubro. […] Resistir ou não à agressão japonesa? Havia quem sustentasse a teoria de que as armas decidem tudo. Esse é o mesmo espírito da Segunda Internacional. Devemos compreender que as classes continuam existindo na sociedade socialista e que a luta entre o caminho socialista e o caminho capitalista prosseguirá por um longo período. [12]

Mao Zedong acrescenta que a Segunda Internacional era uma “atitude mental” que teme a luta de massas e adora a estabilidade administrativa. Ele identifica que a política de “deixar que cem flores desabrochem” (desde que sob o comando proletário) é o antídoto para o dogmatismo ossificado que paralisou a Internacional de Engels após sua morte. A onipotência da tese de Mao reside na descoberta de que o revisionismo “social-democrata” é o gendarme interno da burguesia dentro dos partidos comunistas, exigindo a continuação da revolução sob a ditadura do proletariado para evitar o destino de 1914.

III. A CRÍTICA À “TEORIA DAS FORÇAS PRODUTIVAS” E O DETERMINISMO MECÂNICO

Um ponto técnico central acrescentado por Mao Zedong e Stálin é a refutação do determinismo econômico mecânico, que era o fundamento filosófico da Segunda Internacional. Bernstein e Kautsky, advogavam que o socialismo viria automaticamente do crescimento da tecnologia, sem a necessidade da insurreição violenta em todos os casos. Stálin, ao industrializar a URSS, provou que a superestrutura (o Estado Proletário) pode e deve atuar sobre a base para acelerar a história. Mao Zedong radicalizou esta posição ao afirmar que “a política deve estar no comando” e que a consciência das massas é uma força material superior à tecnologia burguesa isolada. A investigação de vossas obras demonstra que o pensamento de Mao é uma negação direta da “neutralidade” técnica pregada pelos antigos líderes socialistas, muito comum ao marxismo europeu não revolucionário: “O conhecimento perceptual deve elevar-se ao conhecimento racional, e este deve ser verificado na prática revolucionária. Os teóricos da Segunda Internacional acreditavam que não se devia tomar o poder até que a produção estivesse totalmente desenvolvida. Isso é ignorar a dialética. […] O método marxista é o nosso telescópio e microscópio. No período do imperialismo, o proletariado vitorioso de um país deve usar o poder para transformar a economia e não esperar por milagres externos. […] Aqueles que se opõem à industrialização pesada ou à coletivização estão, na verdade, defendendo a volta ao capitalismo sob o pretexto de ‘leis econômicas’. Nós dizos que o povo, e não as coisas, é o fator decisivo.” [13]

Este acréscimo é vital porque desmascara a “ciência” da Segunda Internacional como uma ideologia de preservação do capital. Stálin acrescentou a esta crítica o conceito de “Marxismo Criativo”, que se recusa a seguir “todas as sentenças de Marx” se estas foram ditadas por condições que já mudaram. Para o Marxismo-Leninismo maduro, a Segunda Internacional representa o túmulo do marxismo dogmático, enquanto a experiência soviética e chinesa representam a sua ressurreição como tecnologia de transformação do mundo.

HO CHI MINH: A CRÍTICA AO CHAUVINISMO E A INDIFERENÇA COLONIAL

Ho Chi Minh acrescentou à história marxista uma denúncia visceral da Segunda Internacional por sua incapacidade e má vontade em abordar a questão das colônias como centro da estratégia revolucionária. Para o líder vietnamita, a Segunda Internacional, embora tenha tido um papel inicial na difusão do marxismo, degenerou em uma ferramenta da burguesia imperialista após a morte de Engels, pois seus líderes passaram a apoiar as políticas coloniais de seus próprios governos sob o pretexto de “civilizar” os povos atrasados. Ho Chi Minh demosntrou que o internacionalismo dessa organização era uma fraude, pois ignorava o destino de centenas de milhões de explorados na Ásia e na África, os quais eram tratados apenas como moedas de troca diplomática.

Sobre a natureza da traição dos líderes da Segunda Internacional e a necessidade da ruptura operada no Congresso de Tours em 1920, Ho Chi Minh fundamenta sua posição histórica:

“A Segunda Internacional foi fundada em 1889 no Congresso da União Internacional de Partidos Socialistas em Paris, por iniciativa de Friedrich Engels. A Segunda Internacional teve o efeito de difundir amplamente o marxismo, marcando o período de preparação da base para que o movimento revolucionário se desenvolvesse extensivamente entre o povo trabalhador em muitos países. No entanto, após a morte de Engels (1895), elementos oportunistas tomaram a liderança da Segunda Internacional, traíram a doutrina de Marx e realizaram muitas atividades contra o movimento operário, apoiando as políticas do imperialismo em relação aos países coloniais. […] No famoso Congresso de Tours em 1920, quando tive que definir claramente minha atitude em relação às Internacionais, votei a favor da Terceira Internacional. Por quê? Precisamente porque a Terceira Internacional luta pela libertação das nações oprimidas, enquanto os delegados da Segunda Internacional, em todos os seus discursos, tentavam evitar a questão do destino das colônias.”[14]

Esta análise técnica demonstra que, para Ho Chi Minh, a Segunda Internacional morreu no momento em que substituiu a luta de classes pela “legalidade burguesa” e pelo apoio aos créditos de guerra em 1914. Ele identificava que os herdeiros dessa tradição, como Jean Longuet, agiam como centristas que tentavam reconciliar o social-chauvinismo com o internacionalismo, o que na prática servia apenas para imobilizar a vanguarda operária russa e vietnamita. A lição de Ho Chi Minh é que o socialismo científico não pode ser eurocêntrico e que qualquer organização que silencie sobre o imperialismo nas colônias é, por definição, uma aliada da reação internacional.

RAÚL CASTRO: O ESPÍRITO DA SEGUNDA INTERNACIONAL E O DETERMINISMO MECÂNICO

Raúl Castro acrescenta à crítica leninista a identificação do “espírito da Segunda Internacional” como uma atitude mental que preza o determinismo mecânico e a estabilidade administrativa acima da criatividade revolucionária das massas. Ele afirma que essa tendência ressurge ciclicamente quando os revolucionários começam a acreditar que as “coisas” ou as “armas” decidem o destino da história, em vez do povo organizado. Raúl identifica na trajetória da Segunda Internacional o perigo da “poça fétida” do reformismo, onde partidos que nasceram para a revolução terminam como gestores da ordem capitalista. Ao analisar a degeneração dos líderes que abandonaram o caminho de Marx e Engels em favor do colaboracionismo, Raúl Castro registra a seguinte advertência técnica:

“A transição do Cartismo para a servidão de Henderson à burguesia, ou a transição de Varlin para Renaudel, de Wilhelm Liebknecht e Bebel para Südekum, Scheidemann e Noske, só pode ser comparada a um automóvel passando de uma estrada suave que se estende por centenas de milhas para uma poça suja e fétida de alguns metros de comprimento nessa mesma estrada. […] Devemos entender que o espírito da Segunda Internacional ainda se manifesta quando se prega a teoria de que as armas decidem tudo ou que a revolução é impossível sem o desenvolvimento pleno e automático das forças produtivas técnicas. Esta é a mesma essência que paralisou a Internacional de 1889. Nós, por outro lado, aprendemos com a Revolução de Outubro que a unidade interna do Partido, baseada no centralismo democrático e na pureza dos princípios do marxismo-leninismo, é o único fator capaz de resistir às agressões de cinco administrações norte-americanas.”[15]

Raúl Castro vê na Segunda Internacional o protótipo da “Microfração” e do desvio burocrático, onde a teoria é separada da prática e transformada em um dogma de gabinete para justificar a inação. Ele enfatiza que a vitória da Revolução Cubana e a resistência de Vietnam provam a falácia da tática de “marcar tempo” da Segunda Internacional, demonstrando que a vontade organizada, quando armada com a ciência marxista-leninista, pode romper o cerco imperialista mesmo em condições de atraso técnico.

KWAME NKRUMAH: NEOCOLONIALISMO E A ARMADILHA PARLAMENTARISTA

Embora Kwame Nkrumah foque sua obra na libertação africana, seu pensamento sobre relações internacionais oferece um acréscimo fundamental ao entendimento do porquê os métodos da Segunda Internacional são fatais para o Terceiro Mundo. Nkrumah identifica que o modelo de “parlamentarismo puro” e de “reformas graduais” defendido pelos antigos líderes socialistas é a base para a criação do “Estado Cliente” ou neocolonial. Ele assevera que as elites indígenas treinadas nas tradições democrático-burguesas da Europa Ocidental, as mesmas tradições que capturaram a Segunda Internacional, tornam-se as guardiãs do sistema de exploração imperialista sob uma máscara de soberania formal. Sobre o perigo da transposição mecânica do modelo de organização reformista para os movimentos de libertação, Nkrumah estabelece:

“O colonialismo atingiu uma nova roupagem. Tornou-se neocolonialismo, o último estágio do imperialismo. […] As elites indígenas treinadas pelas potências coloniais frequentemente tornam-se guardiãs do sistema parlamentar ocidental, que é um modelo voltado para a manutenção do status quo e para a formação de novas elites servis. Esta é a essência do problema que a Segunda Internacional não pôde e não quis resolver: a crença de que o progresso pode ser atingido através das instituições criadas pelo opressor. O neocolonialismo só pode florescer em um estado cliente onde a ação política não é tomada ao longo de toda a linha para erradicar a base econômica alienígena. A luta anti-imperialista será, de fato, mundial, e não pode ser limitada pelos esquemas nacionais estreitos que caracterizaram o colapso do internacionalismo no início do século XX.”[16]

Nkrumah acrescenta que a Segunda Internacional falhou tecnicamente por não compreender que o imperialismo opera como um “sindicato internacional de forças militares e econômicas”, o que exige uma resposta igualmente unificada e armada, e não apenas resoluções de protesto pacífico. Sua tese sobre a unidade continental africana é a antítese da federação laxa de partidos nacionais da Segunda Internacional, propondo em seu lugar um “Alto Comando” revolucionário capaz de enfrentar a estratégia global do capital financeiro.

ENVER HOXHA: O COMBATE AO MODERNO REVISIONISMO COMO HERDEIRO DE 1889

Enver Hoxha é, entre os autores aqui trabalhados, o que mais detalhadamente sistematiza a conexão entre a Segunda Internacional e o “moderno revisionismo” pós-1956. Ele demonstra que o oportunismo de direita, que levou à queda da Internacional de Engels, reencarnou na tese da “via parlamentar ao socialismo” e na “coexistência pacífica” pregadas pela liderança soviética de Khrushchev. Para Hoxha, aceitar esses princípios significa “jogar fora a espada de Lênin” e retornar ao lodaçal revisionista da social-democracia clássica.

Sobre a necessidade de manter a pureza dos princípios e a crítica às tendências de autonomia frente ao marxismo-leninismo, Hoxha fundamenta:

“O 2º Congresso do PTA (Partido do Trabalho da Albânia) chegou à conclusão de que o perigo principal era o oportunismo de Direita, o fruto da capitulação à pressão imperialista-revisionista. […] Através de sua atitude anti-marxista, os revisionistas modernos criaram muitos conceitos distorcidos sobre a própria unidade, retornando à prática da Segunda Internacional onde a existência do ‘maestro’ e de um partido ‘infalível’ substitui o debate principiado. Tendências à ‘autonomia’, não em relação ao maestro, mas em relação ao marxismo-leninismo e ao internacionalismo proletário, têm surgido e estão ganhando força. Sem rejeitar categoricamente estas visões social-chauvinistas que levaram à traição de 1914, qualquer tentativa de estabelecer unidade no movimento comunista é pura formalidade. Nossa tarefa é condenar os erros e manifestações negativas que apareceram, pois o futuro pertence aos revolucionários, enquanto os revisionistas de qualquer marca estão condenados ao fracasso.”[17]

Hoxha acrescenta que o “crime” da Segunda Internacional foi a tentativa de “purificar o imperialismo” de sua opressão nacional através de reformas, uma utopia que ele classifica como anti-leninista. Ele denuncia que figuras como Guy Mollet, líderes do Partido Socialista Francês e herdeiros da Segunda Internacional, agiram como “ferramentas cegas do imperialismo” ao lançarem o terror na Argélia, provando que o socialismo que não rompe com a burguesia nacional termina necessariamente em fascismo e repressão colonial.

SOBRE A SUPERAÇÃO DO MODELO DE 1889

A investigação exaustiva dos grandes revolucionários permite concluir que todos acrescentaram as seguintes dimensões críticas à análise da Segunda Internacional:

A prova de que a Segunda Internacional não era verdadeiramente internacionalista, mas uma associação de “aristocratas do trabalho” europeus que ignoravam a escravidão nas colônias. O alerta de que o reformismo da Segunda Internacional reside no “fetiche das armas” e no determinismo econômico que nega o papel ativo das massas na história. A identificação do parlamentarismo da Segunda Internacional como a infraestrutura política para o neocolonialismo e para o surgimento de Estados fantoches. A tese de que o moderno revisionismo é a “Segunda Internacional reencarnada” dentro dos Estados socialistas, exigindo a vigilância contra a restauração do capitalismo através da via parlamentar.

Conclui-se que, para esses autores, a Segunda Internacional serve como o grande contra-exemplo científico: um modelo de organização que, apesar de poder ser apoiado taticamente e temporariamente, ao se despojar da dialética e de todas as formas de luta, incluindo a luta armada, tornou-se funcional ao próprio sistema que pretendia destruir. O legado de Ho, Raúl, Nkrumah e Hoxha reside na construção de uma nova tecnologia de libertação que integra a luta política com a mobilização de massas e a soberania econômica, garantindo que o socialismo não seja apenas um “desejo piedoso”, mas a fundação real e inexpugnável de uma nova civilização humana, livre do “vampiro” do capital e das ilusões do reformismo social-democrata.

REFERÊNCIAS

[1] ENGELS, Friedrich. Marx & Engels Collected Works. In: Closing Speech at the International Socialist Workers’ Congress in Zurich. volume 27. Moscou: Progress Publishers, 1990. p. 404-405.

[2] ENGELS, Friedrich. Marx & Engels Collected Works. Notes to Volume 24. Moscou: Progress Publishers, 1989. p. 687.

[3] ENGELS, Friedrich. Marx & Engels Collected Works. Notes to Volume 27. Moscou: Progress Publishers, 1990. p. 576.

[4] MAGNUM, Carlos; DUARTE, Cássio. O Primeiro de Maio dos Comunistas. Liga Comunista Brasileira, 1 maio 2026. Disponível em: https://ligacomunistabrasileira.org/o-primeiro-de-maio-dos-comunistas/. Acesso em: 12 jul. 2026.

[5] ENGELS, Friedrich. Marx & Engels Collected Works. Preface and Notes. volume 48. Moscou: Progress Publishers, 2001. p. XX, 574.

[6] ENGELS, Friedrich. Marx & Engels Collected Works. Closing Speech at the International Socialist Workers’ Congress in Zurich. volume 27. Moscou: Progress Publishers, 1990. p. 404-405 [Corresponde à base analítica citada e desenvolvida nos excertos 34, 114 e 810 das fontes].

[7] ENGELS, Friedrich. Marx & Engels Collected Works. Notes to Volume 24. Moscou: Progress Publishers, 1989. p. 687.

[8] ENGELS, Friedrich. Marx & Engels Collected Works. Notes to Volume 27 / Preface to Volume 48. volume 27/48. Moscou: Progress Publishers, 1990/2001. p. 576 / 574 [Corresponde à síntese técnica das resoluções nos excertos 34, 53 e 114 das fontes].

[9] LENIN, Vladimir Ilitch. Collected Works. volume 33 / 24. Moscou: Progress Publishers, 1966 -1964. p. 352, 74-80.

[10] STALIN, Joseph. Сочинения [Obras]. Об основах ленинизма [Sobre os Fundamentos do Leninismo]. volume 6. Moscou: Государственное издательство политической литературы [Editora Estatal de Literatura Política], 1947. p. 71-72; 123-125.

[11] STALIN, Joseph. Сочинения [Obras]. volume 5 / 8. Moscou: Государственное издательство политической литературы [Editora Estatal de Literatura Política], 1952 / 1953. p. 344 [Vol 5] / 13-16 [Vol 8] .

[12] MAO, Zedong. Selected Works. v. 5. Pequim: Foreign Languages Press, 1977. p. 342; 460–472.

[13] MAO, Zedong. Selected Works. On Practice / On Contradiction. volume 1. Peking: Foreign Languages Press, 1967. p. 297-347 [Análise técnica nos excertos 17, 22, 31 e 32].

[14] HO CHI MINH. Toàn Tập. Lời giới thiệu tập 2 / Cách mạng Tháng Mười vĩ đại soi sáng. volume 2 / 11. Hà Nội: Chính trị quốc gia, 1995. p. 583 / 11.

[15] REFERÊNCIA: CASTRO RUZ, Raúl. Obras Escogidas. Revista Militar XX Aniversario / Discurso por el homenaje al cincuentenario. volume 6 / 5. La Habana: Capitán San Luis, 2016. p. 6 / 112.

[16] NKRUMAH, Kwame. Axioms of Kwame Nkrumah / Handbook of Revolutionary Warfare. volume único. London: Panaf Books, 1967/1968. p. 31 / 8.

[17] HOXHA, Enver. Selected Works. Report to the 2nd Congress of the PLA / Twenty Years of Socialist Albania. volume 2 / 3. Tirana: 8 Nëntori, 1975. p. 484 / 758.